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29.12.09

Skull,Nu: Retrospectiva 2009

Esse blog começou como um exercício de diálogo com a realidade. Quando se trabalha com publicidade, você condiciona seu olhar na busca pela melhor forma de falar com as pessoas. Falar para convencer. A realidade que nós buscamos trazer para este humilde blog está à margem da sociedade de consumo, mas que, eventualmente, utilizamos em nosso trabalho.

Nosso objetivo não é falar sobre o que é cool, über, trendy, sexy ou edgy. O que não faltam são sites e blogs dedicados a essa tarefa de vasculhar o vazio e catalogar o supérfluo. Nossa missão sempre foi condensar em um único lugar percepções de pessoas que não acreditam no que é mostrado, e buscam ler as entrelinhas, o inaudito e o invisível, num jogo de livre associação.

E, graças aos deuses, acho que conseguimos essa façanha, pelo menos quando inventariamos os posts mais lidos nesses 11 meses de Skull,Nu. Em 169 posts criados, que atraíram mais de 10 mil visitas (UHUUUULLL!!!!!), destacamos os top posts:

Palestra CUBOCC Geração Y (25.09.09)

Nação CUBOCC (01.04.09)

Neo-hedonismo mostra a cara (21.10.09)

Nada é real. N-A-D-A (17.12.09)

A turba da Uniban (07.11.09)

Estranhos animais humanos e suas muletas emocionais (22.12.09)

E Deus lhe disse: desce e arrasa! (07.09.09)

Imagética da Libertação (25.04.09)

...em tempos de Geyse (27.11.09)

Woolies (14.05.09)

A moça e os moralistas imorais (29.10.09)

Oi! Eu sou um Furry
(27.02.09)

Sony Soundscape (28.10.09)

Publicidade Psicodélica
(07.02.09)

Marcas, Pessoas e Tattoos (15.07.09)

Amor? Simples assim (12.11.09)

Meninos e Meninas (17.12.09)

Austeridade (20.03.09)

That's all, folks. Só nos resta agradecer pelas visitas, comentários, links e etcs. Graças a vocês mantivemos isso aqui. Muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado... 2009 muito obrigados :-D

Não tenho a menor idéia do que vai rolar em 2010. Seja lá o que for, que nos traga muita diversão e altas confusões.

Inté 2010. Ou antes, quem sabe?

28.10.09

Soundscape Sony

A Fallon de Londres traz uma perspectiva diferente para a música. Numa ilhazinha na costa oeste da Islândia, que por si mesma é a definição de solidão, eles instalaram centenas de speakers da nova linha de áudio da Sony, e tocaram música ininterruptamente por 3 dias. O resultado é um mockuvertising, com as reações das pessoas ao som de artistas como Guillemots, Bob Dylan e Toumani Diabaté.



3 dias. Inteiros. Continuamente. Bombardeados por música. Uma avalanche de informações culturais no meio da calma branca. Será que isso é mesmo ducaralhu?

Sim, é uma visão romântica da música. Mais até que da medicina pitagórica, que atribuía à música um poder terapêutico por excelência. Porém, por mais poético que tenha ficado esse short film, sinto uma prepotência bem parecida com Whooper Virgins, do Burger King:



Numa das cenas de Soundscape, um garoto aparece com um celular. É uma quebra na monotonia da solidão ártica, mas também um elemento estranho, que indica contaminação.

Até que ponto a publicidade pode invadir a vida de pessoas que estão involuntária ou paradoxalmente tão longe, mas tão perto do "mundo ocidental"? Será que um simples par de speakers vai mesmo ser o elemento civilizatório que vai inserir essas pessoas involuntariamente isoladas nas maravilhas do capitalismo? Isso é progresso ou perversão? Será que elas realmente precisam desses produtos culturais e tecnológicos para viverem melhor?

Você é aquilo que teme

Há tempos o medo deixou de ser apenas -- como diria o Houaiss -- um estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência. Medo tornou-se algo além de uma 'simples' resposta biológica e psíquica à ameaça externa objetiva. A capacidade de sentir medo ainda é parte de nossa natureza, da nossa humanidade. Mas algo mudou.

Colapsos após colapsos, realidades que se diluem num piscar de olhos, a imprevisibilidade da vida que seguimos - tudo isso ajuda a nutrir essa cultura do medo, onde o que prevalece é o porvir e a ansiedade e a expectativa. O nosso sentir medo é ok, não dá pra mudar (e nem podemos querer que mude). É a experiência do medo que mostra-se como problema, e esta é afetada por influências culturais e históricas.

Dizem que se existe algum interesse em manter a cultura do medo, é pelo fato de ser uma das mais eficazes ferramentas políticas para amansar cidadãos, induzir comportamentos, justificar decisões militares (Iraque, alguém?) e, o que nos diz respeito, manter as pessoas consumindo, nem que para isso utilize-se o medo pelo medo, o medo de não corresponder às expectativas que a sociedade lhe atribui, ou os inimigos que nem você sabia que existia.

Você é aquilo que teme...

O pior inimigo é aquele que você não vê
Uso recomendado: Ataques químicos ou radioativos






Capas protetoras (incluindo itens para os pets), luvas, mochilas, cantis e até comprimidos para minimizar a radiação podem ser encontrados no paraíso do medo invisível: Approved Gas Maks.

Nóia executiva
Uso recomendado: ataques terroristas






Na caminhada rumo ao topo da carreira, alguns executivos escolhem acessórios como o Evacuchute: um para-quedas para civis. Quanto mais alto o prédio pior o tombo - melhor desembolsar USD 2,500 e ter a certeza de voar e pousar com segurança.

Energia extra pra manter a vida
Uso recomendado: isolamento/desastre ambiental



Cada balinha contém 2000 calorias. Uma bomba calórica para manter tudo em ordem até o resgate chegar.

Olho extra para enxergar onde você pisa
Uso recomendado: ambientes hostis com histórico de minas terrestres.





Detector de metal para tênis.

Fazendo amigos
Uso recomendado: evita ataques sexuais pelo boa noite Cinderela


Última palavra em tecnologia de segurança pessoal, o batom/gloss 2LoveMyLips é na verdade um kit que detecta drogas que eventualmente possam estar presentes na bebida. Ao mergulhar no drink, se der azul, melhor cair fora. Correndo. Em breve, 2LoveMyLips estará disponível no Reino Unido em vending machines em pubs e clubes, bem como na Austrália e EUA.

Proteção democrática
Uso recomendado: donos de carros que não podem pagar por um serviço de blindagem tradicional


De acordo com o site da DuPont, o mercado brasileiro de blindagem civil já é um dos maiores do mundo, porém o custo para adquirir um sistema de blindagem tradicional é alto. Por isso criaram o Armura, que garante proteção para toda a família, em quem tem Corolla, Vectra ou Civic, por apenas R$ 18.950, contra os R$ 50 mil da blindagem tradicional.


Agora, p'ra que isso tudo?

Oferecer paz de espírito, alguma sensação de controle, e uma leve sensação de prevenção a quem, por motivos diversos e que não cabe a você ou a mim julgar, se rendeu ao apelo do medo. Afinal, melhor prevenir, pois esse é o mundo que irremediavelmente vivemos.

Update Amaral

Em junho, disse que o medo sim tem valor, pois é moeda social. A abdicação ou abolição dos medos civiliza, insere. Ou seja: liberta. No Facebook, a Simone disse, em resposta ao que o Keid escreveu acima, que o medo é o combustível de religiões, mas medo sem religião dá mais medo. religião é combustível pra guerra. guerra é morte. morte é o medo em si. morte é paz? mas paz dá medo pq pode acabar, olha aí a culpa...culpa é medo. tu é foda, adorei a frase.

Pois, a definição de medo e das causas dele são subjetivas, mas alguma coisa temos em comum: a condição nesse planetinha safado.

Para não sustentar o próprio medo, mas a sensação de que algo bem pior sempre acontece na vizinhança, é o próprio medo que alimenta a percepção de segurança. É o que indica, pelo menos, a lista de notícias mais lidas do G1, às 9h29min de Quarta-feira (28.10).



E nada mais simbólico que a última cena do filme Clube da Luta, em que o personagem de Edward Norton pede para o de Helena Borham Carter (Marla) que todo o medo sobre o futuro seja deixado no passado, em uma fase "estranha" da vida dele, enquanto prédios entram em ruínas e os dois selam o fim dessa parte da história de mãos dadas. Talvez seja isso mesmo: além do medo, só existe a solidariedade.

14.9.09

A hora e a vez dos Furries

A gente já tinha cantado a bola em fevereiro e maio. E reforçamos de novo agora em setembro. Furries são, definitivamente, uma realidade que requer um segundo olhar e alguma consideração.

Acaba de ser lançado o vídeo do Pull Tiger Tail para a música Even Good Kids Make Bad Sports, e nele um casal de furries passeia por Londres em busca de algo que deixou a moça fantasiada de zebra bem triste.



Mais uma vez reforçamos: as pessoas estão fragmentadas. Isso não é um sintoma esquizóide, mas sim uma característica contemporânea. A alma humana não se restringe a ser UMA, pois somos VÁRIAS coisas ao mesmo tempo. Só nos resta abraçar a diversidade humana em todas as suas complexidades e incoerências. Como diria Truman Capote, "quem é coerentemente coerente tem cabeça de batata".

Como fechei no post anterior:

O mais legal disso é a capacidade que algumas pessoas tem de inventar outras realidades, em universos paralelos à vida real. Isso não apenas é possível, mas intuo que até certo ponto, seja saudável: não há nada pior que viver entricheirado em suas fantasias, sem espaço para expressa-las. Furries são o oposto disso.

12.5.09

The Lost Tribes of New York City

Brilhante observação de como objetos podem ajudar a definir a urbe.

The Lost Tribes of New York City from Carolyn London on Vimeo.



Dica do Thiago Frias.

1.4.09

Nação CUBOCC

CUBOCC não é uma agência.

É uma outra maneira para definir desconstrução - de olhares, metodologias, práticas, verdades e status quo. É aqui, nessa pequena Pasárgada de comunicação, onde o sonho pela diferença se materializa. Junto com o rei, aliás.

Aqui não se tem complexo de vira-latas. Sorry, Nelson Rodrigues. Aqui não seguimos regras de mercado, não sonhamos dublado ao vermos cases internacionais, não questionamos o futuro da comunicação, muito menos a relação das pessoas com o consumo e marcas. A gente simplesmente faz. Não temos a alma recalcada pela inserção na criatividade global. Pra que olhar pra fora quando tem tanta coisa incrível para fazer aqui?

É inútil pra gente questionar o zeitgeist da publicidade interplanetária, já que somos parte da solução. Isso é uma conversa muito metafísica, uma vez que nossa missão é fazer as coisas acontecerem. Aliás, já tem gente demais no mundo com opiniões excessivas sobre tudo, que falam exaustivamente, mas simplesmente não conseguem propor um caminho novo ou melhor. Por acaso somos brasileiros que caíram de cabeça no caos global. Nosso idioma é a criatividade. Sem ufanismos, sem deslumbres, pois sabemos muito bem que temos que vender produto, construir marca e gerar resultado. It's business, babes. Não somos naïfs nesse sentido. E, na real, não dá tempo pra onanismos sobre o futuro, já que passamos boa parte do nosso tempo fazendo a diferença por meio dos nossos jobs. O presente é lugar tão incrível.

Não acreditamos em pessoas que se escondem por trás de chavões e clichês publicitários. Deve ser por isso que temos muito poucos publicitários trabalhando aqui na cubocc. Contratamos pessoas e com elas suas histórias, seus repertórios, suas experiências. Não contratamos cargos, isso não funciona pra gente.

Mas no fundo a gente ama o viralatismo. A questão é que para amá-lo não significa ser igual a ele, muito menos viver o complexo de vira-latas. Ama-se a diferença, afinal de contas. Se a gente escolher ser vira-lata, é pela simpatia, pela resistência e, principalmente, pela liberdade de poder ser quem se é.

O novo pede dúvida, erro e caos, muito caos.

O novo só acontece quando abre-se mão de certezas.

26.3.09

101 coisas essenciais da Internet brasileira

Brilhante iniciativa de Alexandre Harth:

01) ruth lemos - sanduíche
02) tapa na pantera
03) velha babada
04) jeremias muito louco
05) fala sônia
06) uva elétrica
07) vai tomar no cu
08) dança do quadrado
09) gaga de ilhéus
10) francine de curitiba
11) stephany do crossfox
12) iarnuou
13) solange alazão
14) filho da mãe
15) física do petrefiolismo
16) repórter gostosinho
17) bronze brasil
18) vanessão
19) fantasia para a bola
20) entrevista cajuru
21) lindomar subzero brasileiro
22) çoletrano mãe dinah
23) leila lopes no limite da morte
24) maísa melhores momentos
25) mulher yogurti
26) lídio
27) valmir e josy
28) dama
29) atóron perigo
30) xuxa tv manchete
31) boa noite fátima bernardes
32) cacete de agulha
33) o que é direito
34) astronauta
35) sera que vai chover
36) padre estressado
37) aline dorel
38) cabeção bêbado
39) lilian witte fibe
40) i de iscola
41) hino nacional ídolos
42) vai patrão
43) sheila mello água
44) narcisa no carnaval
45) menina pastora
46) casamento vitorioso
47) cinderela drogada
48) twitter vitor fasano
49) bicha muda
50) maria do bairro dublado
51) libero sim - zac ephron
52) madoninha capixaba
53) bambu no cu
54) dado dolabella e joão gordo
55) a drag a gozar
56) pérolas do orkut
57) homo erectus
58) brinco glória maria
59) entrevista alexandre nardoni
60) confusão sessão da tarde
61) arvores somo nozes
62) ana maria braga e marcelo silva
63) locutor bilingue
64) trote igreja universal
65) mara maravilha penitenciária
66) vai dar merda
67) briga na marcia
68) comeu e não pagou
69) avaiana de pau
70) bonner clodovil
71) aeiou
72) xuxa e pelé
73) chaves maconheiro
74) mearim motos
75) dança do créu
76) scrapbook katilce
77) bebê de 28 anos
78) madama sheila
79) bonner com acne
80) globeleza 2009
81) boquete
82) improvavel
83) comunidade no escuro
84) po para co po
85) roberta close entrevista
86) dengarelli
87) narcisa ovos
88) arrase ao lado do mendigo
89) tradutor miguxês
90) cabeça de ferro
91) star wars headphone
92) angela bismarchi galera de cowboy
93) confissões de um emo
94) zileide silva jornal hoje
95) dona palmitinha
96) acidente bicicleta
97) comunidades C!
98) gol mil de romário
99) xuxa satânica
100) cinderela baiana
101) ana paula sorri morte jogador

Tem mais algumas menções honrosas aqui.

25.3.09

Where The Wild Things Are





Dirigido por Spike Jonze, baseado no livro homonimo de Maurice Sendak. Recomendamos a leitura do livro, escrito e desenhado pelo próprio autor, principalmente para, talvez, enriquecer a experiência com o filme.

Pelo que vimos, a hypolândia marca presença: além do próprio Spike Jonze, Karen O assina a trilha sonora.

23.3.09

Super Camaleão

Filme do canal Never Hide Films, da Ray-Ban. Camaleão muda de cor conforme os óculos que ele toca. Claro, com uma ajuda da edição:



Update:
A @crishirama manda o que, talvez, seja a idéia original, feita para a Nike:


Nike Zoom Sister One+ - Chamelon Video - nitrolicious.com from nitrolicious.com on Vimeo.

Spike Jonze + Unkle + Lakai

Heaven was used in the acclaimed skate film Fully Flared directed by Spike Jonze and Ty Evans. The collaboration inspired the directors to take footage and re-edit a sequence of shots that shows the Lakai skateboarding team demonstrating their considerable skills as they navigate through and around various exploding obstacles. With Heaven from Unkle as the musical backdrop, the resulting marriage of sound to picture is quite extraordinary.



Update:
E eis que dentro de casa, surge um incrível mashup feito por Mr. Peele Lemos, ao som de Atmosphere, do Joy Division.


Joy Division Vs Spike Jonze from peèle lemos on Vimeo.

22.3.09

Netbook

Uma nova perspectiva ao hype do netbook: Pra que fetichizar a tecnologia se você pode rir dela?

21.3.09

Smarties: a ascenção das drogas DIY?

O mais legal em comportamentos adolescentes é a capacidade que eles têm de reinventar a realidade. Em alguns casos, especialmente, de buscar não uma nova realidade, mas o efeito, o simulacro de realidade. Algo que, depois de um tempo, deixa de ter importância, pois algo novo sempre será buscado e encontrado. 

A nova preocupação das associações de pais e mestres nos EUA são o ato de Smokin' Smarties. Essa nova mania acontece há pelo menos um ano. Crianças e adolescentes pegam uma espécie de bala chamada Smarties, cuja composição faz com que os drops soltem uma espécie de poeira fina, e amassam, até ficar bem pózinho. Daí elas ou colocam em um papel e enrolam para parecer cigarro, ou "fumam" na própria embalagem. O pó é aspirado, fica na boca e então, quando solto, fica idêntico a fumaça de cigarro. Alguns teens vão mais além, e soltam pelas narinas.

Médicos, pedagogos, padres e pais-de-santo já se pronunciam a respeito: é um incentivo ao consumo de cigarro ou, quem sabe, maconha. Tem também a questão dos fungos que essa bala pode criar em mucosas, como as do nariz, além de complicações médicas diversas.

A questão é que, como mostram diversos vídeos no YouTube, fumar smarties já é algo que cool kids fazem. E, na boa, quem percebeu isso, foi bem criativo.

Será que, depois do i-Doser, esse hábito de emular o uso de drogas não vai se tornar mainstream? Talvez, pois Smokin' Smarties está ganhando atenção na mídia. E todos sabemos que quando algo ainda está embrionário, e ganha atenção midiática nacional com o carimbo de NÃO PODE, isso vai atiçar ainda mais a vontade de usar por quem não conhecia. Se isso se alastrar, a culpa será de quem?

Eu acho que podemos chamar isso de DIY (do-it yourself) drugs. Soa mais democrático, menos pedante e infinitamente menos perigoso que designer drugs.




20.3.09

Yo tampoco lo usaba

Às vezes, certas mensagens precisam se reinventar para fazer algum efeito nas pessoas. Questões de segurança no trânsito, por exemplo.

15.3.09

Fobia como antídoto para incertezas



No G1 - dica do Amaral:

Cansados dos cabelos pretos e castanhos, um bom número de jovens cariocas aderiu aos cabelos loiros, obtidos graças a mistura de descolorante e água oxigenada. Eles advertem que o preço pode ser alto porque enfrentam a má vontade policial e o preconceito dos empregadores.

Os adeptos do estilo dizem que os cabelos descoloridos representam ousadia e atitude, fatores que segundo eles, agradam as mulheres.

Seguir o estilo não custa caro. O servente Angelo Castro, de 22 anos, gosta R$ 10 para descolorir os cabelos. É preciso, porém, retocar a raiz a cada três semanas, ensina Angelo. Ele informa que os fios dourados fazem sucesso com as mulheres, principalmente no verão, porque o sol potencializa o efeito dourado dos cabelos.

“Acho que as mulheres gostam de caras que tem estilo diferente. Eu estou sempre mudando a cor do meu cabelo, mas no verão gosto de deixá-los loiros” diz o servente.


Uma coisa tem me preocupado muito: essa polaridade das pessoas em relação a comportamentos não normativos. Ou é ame ou odeie, mas, a principio, o odeie ganha força. Parece que, mais e mais, o mundo abre mão de um acordo, para promulgar o extremo odeie, e em especial o ANTI. Tudo o que é anti expressão e escolha pessoais parece ser a melhor escolha.

O que é isso? Medo da liberdade? Ou medo de perceber que todas as nossas certezas são falácias que nos apegamos para não enlouquecermos?

O mundo tá se tornando insuportavel, porra.

6.3.09

The 5 Litres Experiment

O Vinicius, que trampa aqui no concept da CUBOCC, nos enviou um link deveras curioso: The 5 Litres Experiment. É algo como um concurso.

Reza a lenda que 2 estudantes ingleses (Oxford) começaram um desafio que se materializou nesse site. O desafio é ver qual o primeiro homem que consegue encher um garrafão de 5 litros com... esperma.

Pra participar é simples: cadastre-se, receba a garrafa em casa e vá enchendo o garrafão. Quem encher primeiro, além da - digamos - glória, vai ganhar 50 litros de leite durante 1 ano inteiro.


Tem até vídeo explicativo:




Algumas curiosidades:

1) Tem cara, jeito e intenção de viral. Logo, deve ser viral;
2) Aparecem dois endereços que não funcionam no video: Ejaculated Inc. e EAA. Ajudarão a explicar alguma coisa;
3) Tá muito bem produzido para não ser fake, além da lendinha de "começou com dois estudantes...", blablabla...;
4) O site é hospedado na Espanha, e alguns itens no código fonte do site estão em espanhol também;
5) Os videos estão disponiveis em 5 idiomas, incluindo o... romeno. (O_o)

Se for mesmo mais um - urgh - viral, a coisa pega um pouco, pois começa a ficar chato. Não faz mais sentido insistir em teaser numa época em que, cada dia mais, os consumidores assumem postura cinica quanto a esse tipo de estratégia. Se for só um experimento artsy, do genero PostSecret, é uma idéia muito legal.

Vamos ver o que o tempo nos diz.

27.2.09

Oi! Eu sou um Furry - q


Se existe algo que eu gostaria de hypar atualmente são os furries. Aos poucos eles já vão se incorporando à cultura pop - eles já apareceram nas séries Entourage, CSI e foram pauta da classuda revista Vanity Fair. Até a Coca-Cola, em seu comercial Avatar, deu espaço para várias dessas manifestações comportamentais:




Mas WTF é um Furry? Podemos defini-los como um grupo de pessoas fãs de Furry Art e colecionadores de artigos ou publicações Furries. Ou, mais especificamente, segundo o site Abando:

"(Furries) são pessoas que participam de uma subcultura focada na natureza e amantes de personagens imaginários dos autores de desenhos animados onde seres das mais variadas raças, mitológicas ou não tomam vida e agem em uma sociedade paralela à humana.

Existem vários tipos de Furries, tal como aqueles que cultuam valores que remetem ao druidismo e reverência ao espírito da natureza, cartoon furries que são os genuínos amantes de desenhos animados até aos antropomorfos e theriantropos cuja sociedade é semelhante à sociedade humana nos vários períodos da história, lembrando muitas vezes, a era vitoriana: só com a diferença de que os avatares (ou fursonas) são humanos com características animais, tais como patas, caudas, cabeça (semelhante aos seres mitológicos de todas as sociedades como o anubis na cultura egípcia, a sereia, capelobo ou ipupiara)."

Existem alguns muitos subgrupos, e cada um mais peculiar que o outro. Nos EUA convenções atraem cerca de 3 mil entusiastas, além de inúmeros sites, foruns e comunidades dedicadas.

No Brasil ainda não se tem notícia de convenções, mas o tema é conversado em diversos foruns, assim como em uma comunidade exclusiva para o assunto: Furry Brasil.

O mais legal disso é a capacidade que algumas pessoas tem de inventar outras realidades, em universos paralelos à vida real. Isso não apenas é possível, mas intuo que até certo ponto, seja saudável: não há nada pior que viver entricheirado em suas fantasias, sem espaço para expressa-las. Furries são o oposto disso.

Hype Já!

Toys chapados. Literalmente.

Quando algumas pessoas chapam sozinhas, elas se divertem com seus brinquedos. Daí elas percebem que não tem muita graça a loucura solitária, então convidam seus brinquedos para participar.





Mais exemplos no site da Coed Magazine.

Solidão compartilhada

Comparando à época de seu lançamento, ver o conceito de LIFE CACHING (criado pela trendwatching) materializado hoje em dia é... estranho. Os caras criaram uma definição brilhante da possibilidade que o compartilhamento de realidades individuais traria para as marcas e consumidores. Mas, ao vermos isso acontecer, pode incomodar pela narrativa um tanto solitária.

Graças ao Arthur Soares, que postou um twitt sobre uma comunidade no Flickr chamada My Day, Yesterday, conheci a aplicação prática de salvar a vida digitalmente. O resultado é esse:





Mais que realidades que se mostram, o que vemos é uma solidão comum a todos desesperadamente compartilhada. Achei deprê.

4.2.09

Paz

Os paraenses Joelma e Chimbinha, da Banda Calypso, concorrem ao Prêmio Nobel da Paz. A indicação foi oficializada na segunda-feira, em Belém (PA), pela organização não-governamental Comitê da Paz.



Os macacos discutem Nietzsche e dançam Calypso sem dar qualquer consideração ao fato de que Nietzsche, Joelma e Chimbinha também são macacos.

A Lua me traiu.

3.2.09

Hail Hitler, Hey Obama?

Momento de instabilidade + crianças fazendo a campanha.
Tem gente que diz que a História já viu isso.





"all barack obama needs is a mustache."




"The following video is approx 4 minutes. In the first 3:30 it shows kids being propagandized by Barack Hussein Obamas supporters. The last 30 seconds shows the 'hitler youth' being propagandized the same exact way."