Adianto: esse post não está destinado a discutir a qualidade, validade, significado e teorias sobre o fim de Lost.
A série teve seu mérito na recente história televisiva, introduzindo elementos incríveis de narrativa, além de ter derivado conteúdo para diferentes mídias, por mais que a crise dos últimos anos tenha diminuído o investimento para contar uma boa parte da história fora do formato tradicional.
O ponto é que, desde o início, Lost foi cercado de mistérios e significados que eram estudados pelos fãs de maneira minuciosa e poucas horas depois do episódio ser exibido estavam disponíveis na internet todas as referências, origens, explicações e teorias do que havia se passado na ilha e fora dela. Isso foi parte do ritual de assistir Lost.
Todo esse volume de informação acessível a todos os espectadores da série fez com que cada um elaborasse sua própria história e aumentasse as expectativas em relação a seu desfecho. Ou seja, a série recheada de mitologia e simbolismos passou a ser encarada da forma mais racional possível, destinada a responder com ceticismo seus maiores mistérios.
Por isso o final da série foi tão criticado! A resposta espiritual não era tão crível quanto as explicações esperadas.
Compare com Arquivo X, série que estreou há quase 20 anos. Havia tantos mistérios, referências e simbologias quanto Lost mas, naquela época, ter acesso a informações para criar teorias e gerar explicações sobre o conteúdo da série era missão de fãs árduos, devoradores de livros, estudiosos e fanáticos por ufologia e teorias da conspiração.
E, mesmo tendo uma história tão fantasiosa quanto Lost, Arquivo X era respeitado por alimentar o imaginário das pessoas. Nunca se esperou uma explicação racional para os acontecimentos sobrenaturais investigados pelos agentes Mulder e Scully.
Encarava-se as coisas com mais mágica, imaginação e menos chatice!
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30.6.10
6.12.09
Novos cenários para a indústria cinematográfica
A jornalista Ana Maria Bahiana fez um post bem interessante em seu blog, falando sobre possíveis novos cenários para a indústria de cinema. E, consequentemente, para a indústria do entretenimento.
Ela listou 5 fatos:
1. A crise econômica
As fontes habituais de financiamento secaram, levando os grandes distribuidores a um estado de pânico no qual nenhum risco pode ser tolerado.
Consequência: o domínio do cinema-pipoca, franquias e fórmulas.
Mas também: oportunidades excepcionais para novas parcerias com produtores independentes e estrangeiros dispostos a investir a sério, como os indianos que estão financiando Spielberg e Brad Pitt, e as muitas parcerias de neozelandeses e sul-africanos com Hollywood.
2. A maturidade da motion capture
A tecnologia, apresentada ao mundo no início da década, chega à quase perfeição com Os Fantasmas de Scrooge e, principalmente, Avatar.
Consequência: uma nova forma de fazer cinema, que subverte o sistema tradicional de produção, exige novos talentos de atores e técnicos, libera e aumenta o poder do diretor e do roteirista, capazes de realizar qualquer coisa, sem limites.
Mas também: sem uma boa trama, pode esfriar o medium e distanciar o espectador se eliminar completamente o fator humano.
3. O boom da animação
Em quantidade e qualidade, nunca se viu tanto cinema de animação – a mão, digital, stop-motion, híbrido – disponível nas telas.
Consequência: Animação, como o cinema mudo foi um dia, é o grande equalizador. Língua e nacionalidade se desfazem, se tornam desimportantes.
Mas também: O poder econômico e tecnológico ainda fazem a balança pender para os países anglo-saxões, na disputa pelo mercado.
4. Os novos canais de distribuição
Acordos entre cooperativas e produtores independentes e distribuidores digitais pipocaram durante o ano. Por exemplo, hoje, nos EUA, é possível ver um filme independente em casa, legalmente, via web, através do sistema Netflix, por uma assinatura de 9 dólares mensais.
Consequência: O que os estúdios recusam-se a compreender, por medo, apresenta-se claramente como a alternativa para independentes e estrangeiros num momento em que distribuição e exibição em cinema tornam-se cada vez mais caras e inacessíveis.
Mas também: divulgação e marketing são o desafio; é preciso que o consumidor saiba onde os títulos estão disponíveis.
5. O novo 3D
Ressuscitado dos anos 1950 com nova tecnologia, a possibilidade de uma experiência envolvente, total, apresenta-se como a saída para o impasse da crise de público, atraindo as platéias novamente para os cinemas.
Consequência: Todo estúdio tem vários projetos 3D em andamento, como prioridade, o que pode viciar a criação de roteiros. Se o seu projeto não se adapta a 3D, vai para o fundo do gaveta.
Mas também: quanto tempo vai durar?
Ela listou 5 fatos:
1. A crise econômica
As fontes habituais de financiamento secaram, levando os grandes distribuidores a um estado de pânico no qual nenhum risco pode ser tolerado.
Consequência: o domínio do cinema-pipoca, franquias e fórmulas.
Mas também: oportunidades excepcionais para novas parcerias com produtores independentes e estrangeiros dispostos a investir a sério, como os indianos que estão financiando Spielberg e Brad Pitt, e as muitas parcerias de neozelandeses e sul-africanos com Hollywood.
2. A maturidade da motion capture
A tecnologia, apresentada ao mundo no início da década, chega à quase perfeição com Os Fantasmas de Scrooge e, principalmente, Avatar.
Consequência: uma nova forma de fazer cinema, que subverte o sistema tradicional de produção, exige novos talentos de atores e técnicos, libera e aumenta o poder do diretor e do roteirista, capazes de realizar qualquer coisa, sem limites.
Mas também: sem uma boa trama, pode esfriar o medium e distanciar o espectador se eliminar completamente o fator humano.
3. O boom da animação
Em quantidade e qualidade, nunca se viu tanto cinema de animação – a mão, digital, stop-motion, híbrido – disponível nas telas.
Consequência: Animação, como o cinema mudo foi um dia, é o grande equalizador. Língua e nacionalidade se desfazem, se tornam desimportantes.
Mas também: O poder econômico e tecnológico ainda fazem a balança pender para os países anglo-saxões, na disputa pelo mercado.
4. Os novos canais de distribuição
Acordos entre cooperativas e produtores independentes e distribuidores digitais pipocaram durante o ano. Por exemplo, hoje, nos EUA, é possível ver um filme independente em casa, legalmente, via web, através do sistema Netflix, por uma assinatura de 9 dólares mensais.
Consequência: O que os estúdios recusam-se a compreender, por medo, apresenta-se claramente como a alternativa para independentes e estrangeiros num momento em que distribuição e exibição em cinema tornam-se cada vez mais caras e inacessíveis.
Mas também: divulgação e marketing são o desafio; é preciso que o consumidor saiba onde os títulos estão disponíveis.
5. O novo 3D
Ressuscitado dos anos 1950 com nova tecnologia, a possibilidade de uma experiência envolvente, total, apresenta-se como a saída para o impasse da crise de público, atraindo as platéias novamente para os cinemas.
Consequência: Todo estúdio tem vários projetos 3D em andamento, como prioridade, o que pode viciar a criação de roteiros. Se o seu projeto não se adapta a 3D, vai para o fundo do gaveta.
Mas também: quanto tempo vai durar?
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