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20.11.09

Wii Pray e os Gamers de Deus

Para promover o jogo Dante's Inferno, foi criado um hoax que falava sobre o lançamento de um Wii cristão.





O site Mass We Pray é outro ponto de contato criado para mostrar as delícias de ser um Gamer de Deus:




Kudos para o senso de humor pervertido do pessoal da EA: o game será lançado nas plataformas Xbox e PS, eheheh. Incrível forma de dizer que não é para dummies.

17.9.09

Dinah Might



Quando já se exibiu tudo o que tem para ser mostrado, é cobrindo com penas a ameaça de não ter mais acesso que reconstruímos o nosso imaginário, as fantasias que embasam o desejo, a tensão.

16.7.09

Aproveita que você está sonhando e pede um pônei

Em 1917, duas garotas inglesas, Elsie Wright (16), e a prima Frances Griffiths (10), fizeram uma traquinagem que enganou muitas pessoas durante anos, inclusive o criador de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle. Enquanto brincavam em Cottingley Glen, logo atrás da casa de Wright, as garotas fizeram uma sapequice: tiraram fotos close up de si mesmas, onde apareciam cercadas da maneira mais arquetípica possível quando falamos de teens: com fadinhas por todos os lados. Rapidamente as fotos se popularizaram. Os experts em fotografia da época foram consultados para tentar explicar esse fenômeno. Eles constataram que os negativos não foram alterados, nem as fotos manipuladas. Depois de anos, a safadeza foi finalmente revelada: as meninas confessaram que posaram com toscos desenhos recortados de fadinhas para fazer a foto mais "autêntica" possível.






E eis a carta que o Sir Wright enviou pra sapeca Elsie:



June 30 1920
Dear Miss Elsie Wright

I have seen the wonderful pictures of the fairies which you and your cousin Frances have taken, and I have not been so interested for a long time. I will send you tomorrow one of my little books for I am sure you are not too old to enjoy adventures. I am going to Australia soon, but I only wish before I go that I could get to Bradford and have half an hours chat with you, for I should like to hear all about it. With best wishes

Yours sincerely

Arthur Conan Doyle

Fonte: Bebe Le Strange

2.5.09

Esse post começou a ser redigido no aeroporto de Guarulhos, exatamente à 01h11min do dia 1 de maio. Um dia, quem sabe, histórico para o país. Afinal, ninguém tem coragem de apostar as suas fichas no impossível desembarque de um passageiro com um monte de vírus H1N1 nas suas mucosas bucal e nasal. Até então, depois de quase uma hora no aeroporto, vi apenas uma passageira e três funcionários do aeroporto utilizando máscaras. Por conseqüência, recebi também um telefonema da minha digníssima explicando que assistiu o Jornal da Globo e achou conveniente sugerir que eu usasse uma máscara. A mídia está cumprindo o seu papel com êxito. Se a intensão é instaurar o caos, está no caminho certo. Pelo menos assim, por enquanto, os piratas somalis ficam distantes da mídia. Mas apenas da brasileira.


Quando chego no aeroporto, a primeira coisa que faço é ir até a banca de revistas. Hoje, tive a sorte de me deparar com o último exemplar da Monocle (May/09) que existia na prateleira. Um dos destaques da revista são os esquecidos somalis. Os caras que assustaram todo o mundo. Não por brutalidade, mas pelo primitivismo da prática. Por óbvio: um mundo acostumado com megaoperações motivadas pela pedofilia online em que ações integradas enchem de orgulho qualquer secretário de segurança e delegado, jamais contaria com a necessidade de voltar as forças dos seus exércitos e polícias para enfrentar os destemidos terroristas africanos armados de barcos espelunquentos e fuzis enferrujados. E por conta disso, a Monocle construiu a sua reportagem em cima do aparato montado pela UE para conter os ataques. Quer dizer: mostrou o lado impotente.


Liberar as embarcações não sai abaixo de milhões. Como bem sabemos (nós, da CUBOCC), um navio parado representa alguns milhares de dólares perdidos por hora e surte um efeito no mercado de distribuição global como o de um parafuso solto na engrenagem de uma esteira de produção de qualquer megaindústria.

Então que depois de processar essas duas informações e resgatar fatos do dia que pudessem construir algum raciocínio a partir do que passou pela cabeça desde que cheguei no aeroporto, lembrei de uma reportagem do G1, onde o acadêmico norte-americano Jerome Corsi explica as entrelinhas do seu livro Obama Nation e justifica a sua tese: nas mãos do Barack, o EUA caminha para o socialismo. Misturando as três coisas, cheguei a conclusão de que não vivemos o caos e muito menos uma crise financeira ou sanitária. São todas, obviamente, noções de descontrole que criamos para especular a possibilidade de que, antes, estávamos no controle. Bullshit.


Nunca a precariedade logística, sanitária, econômica e ideológica do mundo estiveram tão evidentes quanto agora. O espanto de Jerome diante da postura de Obama, que é a de estatizar a economia, representa melhor esse cenário. Pois, nem o campo teórico, que sempre deu conta dos confrontos ideológicos e da complexidade social do mundo amparado por Barthes, Bordieu e Mafesoli, consegue fugir dos estereótipos do século passado para pensar no novo.

Não podemos nem contar como novo. Mas apenas um reload em algumas coisas desgatadas. E socialismo... Não, creio que não.

Tamanha é a insegurança que chegamos ao ponto de o general Chávez convidar o excelentíssimo professor de direito da Universidade de Chicago a fazer frente pelo socialismo mundo afora. Isso parece aquele momento em que a família descobre que a menina de 15 anos engravida do namorado e, pela fragilidade da situação e da moça, confere a si o alvará de antropóloga do baixo clero e passa adiante dicas extraídas de interpretações equivocadas de casos de vizinhos, amigos e colegas de serviço. O Chávez é a tia gorda que insiste para a menina dormir na casa dela até que a poeira abaixe. Todos querem opinar na vida do Obama. Mesmo ninguém sabendo o que a menina parirá depois e quem é de fato o pai da criança.

E como a gripe suína é só um vírus e não é de ninguém, resta ter medo mesmo e instituir o estado de terror. Que não tem nada a ver com o de direito, mas que se serve dele como base para a construção do terror. Nesses casos de "inimigo invisível", lembro bastante das histórias inventadas sobre a invasão dos et's em algum planeta com formato e com pessoas parecidas com a terra que já se viu muito no cinema (desculpe, mas eu não vi). Eles são silenciosos e assustadores. Mas no final todo mundo descobre que, na real, eles só são verdes e, eureka, ignorantes somos nós de acreditar que eles tem a mesma vontade de dominar tudo (dominar no sentido de conquistar e de controlar coisas e seres).

Encerro o texto aqui reivindicando o meu direito de ser aleatório.

31.3.09

Toy do Mark Ryden

Mark Ryden, o pintor que retrata o universo paralelo, vai lançar uma linha de toys. O primeiro é uma representação 3D do personagem "YHWH", uma criatura amorfa com múltiplos olhos, já pintada por ele. Sem maiores infos de onde compra e quanto custa.

A inspiração:


A caixa:

O toy: