Eros e Tânatos para as massas. Capa do G1 em 03Dez09.Será que existe alguma outra maneira, menos apocalíptica, de se fazer jornalismo? Os deuses, tristes, se vingam.
Eros e Tânatos para as massas. Capa do G1 em 03Dez09.(...)Afinal, depois de um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas, estamos certos disto: o moralizador e o homem moral são figuras diferentes, se não opostas. 1) O homem moral se impõe padrões de conduta e tenta respeitá-los; 2) O moralizador quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não consegue respeitar.
(...)Quem coloca ruidosamente a caça aos marajás no centro de sua vida está lidando (mal) com sua própria vontade de colocar a mão no pote de marmelada. Quem esbraveja raivosamente contra "veados" e travestis está lidando (mal) com suas fantasias homossexuais. Quem quer apedrejar adúlteros e adúlteras está lidando (mal) com seu desejo de pular a cerca ou (pior) com seu sadismo em relação a seu parceiro ou sua parceira.
O exemplo da adúltera, aliás, serve para lembrar que a psicologia dinâmica, no caso, confirma um legado da mensagem cristã: o apedrejador sempre quer apedrejar sua própria tentação ou sua culpa.
A forma da moralidade moderna não é o veredicto, mas a pergunta. Para nós, é moral quem passa constantemente pelos impasses insolúveis de questões morais concretas. E é propriamente imoral o moralista, que declara saber de antemão o que é o bem e o que é o mal. O moralista é imoral porque, julgando o próximo segundo um sistema de regras instituídas, ele evita o rigor da exigência moral moderna. Castigar os outros é, para ele, o melhor jeito de desconhecer seus desejos menos confessáveis. Ou seja, o moralista condena para se absolver.
A distinção entre homem moral e moralizador tem alguns corolários relevantes. Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se soubesse respeitar o padrão moral que ele se impõe, ele não precisaria punir suas imperfeições nos outros. Segundo, é possível e compreensível que um homem moral tenha um espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a adotar um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre o ato de um moralizador.
Em geral, as sociedades em que as normas morais ganham força de lei (os Estados confessionais, por exemplo) não são regradas por uma moral comum, nem pelas aspirações de poucos e escolhidos homens exemplares, mas por moralizadores que tentam remir suas próprias falhas morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os outros. A pior barbárie é isto: um mundo em que todos pagam pelos pecados de hipócritas que não se agüentam.
"O Google é um portal para a audiência de massa. Ou você concorda com seus termos ou sente o peso de sua bota na traqueia."Henry Potter (o tio do Harry?), The Observer 05/04/09
"A despeito de sua aura jovial e heroico empreendedorismo, que milagrosamente consegue conectar toda a internet, o que vemos é um modelo tóxico e ultrapassado de capitalismo - o clássico cartel que destrói indústrias e iniciativas individuais em busca por lucros cada vez maiores. Apesar de sua diversificação, o Google é, em última análise, um parasita que não cria nada, oferecendo simplesmente um método de listagem, agregação e ordenação de informações geradas por pessoas que investiram capital, trabalho e tempo nesse processo."
"As pessoas percebem no Google elementos sociopatas e delinquentes, talvez a personalidade de um atemorizante menino de 11 anos.
Esse menino de 11 anos não conhece nada além do sucesso e não entende os riscos, esforços e fracassos da criação de um conteúdo original, nem os delicados relacionamentos, além de seus desejos e suas experiências. Naturalmente ele não está preparado para entender que o Google Street View não apenas invade a privacidade de milhões e facilita a vida de assaltantes, mas também acaba com os espaços cívicos."
Cansados dos cabelos pretos e castanhos, um bom número de jovens cariocas aderiu aos cabelos loiros, obtidos graças a mistura de descolorante e água oxigenada. Eles advertem que o preço pode ser alto porque enfrentam a má vontade policial e o preconceito dos empregadores.
Os adeptos do estilo dizem que os cabelos descoloridos representam ousadia e atitude, fatores que segundo eles, agradam as mulheres.
Seguir o estilo não custa caro. O servente Angelo Castro, de 22 anos, gosta R$ 10 para descolorir os cabelos. É preciso, porém, retocar a raiz a cada três semanas, ensina Angelo. Ele informa que os fios dourados fazem sucesso com as mulheres, principalmente no verão, porque o sol potencializa o efeito dourado dos cabelos.
“Acho que as mulheres gostam de caras que tem estilo diferente. Eu estou sempre mudando a cor do meu cabelo, mas no verão gosto de deixá-los loiros” diz o servente.