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2.12.09

PERSONA


















Personalidade vem de
Persona que vem de
PerSonare (para sonar/soar. As máscaras do teatro grego que auxiliavam a projetar a voz).

Seriam as máscaras que sobrepomos hoje em nossos corpos (telas 1024 x 768, cores no rosto e panos pelo corpo) ferramentas para fazer com que o mundo nos escute?

image fromhere

17.7.09

Lições da Prada

Enquanto a Chanel não entende a dinâmica de sua história e pede para não usarem seu nome arbitrariamente, a Prada lança um look book se desconstruindo completamente por meio de doodles, colagens e "arrancando" a cabeça das modelos.





Mais Look Book Prada Fall 2009.

5.6.09

Né?




"Toda a seriedade da vida advém de nossa liberdade. Os sentimentos que aprimoramos, as paixões que nutrimos, as ações por nós deliberadas, assentadas, executadas, enfim, o que vem de nós e o que é só nosso, isso é o que confere à vida seu aspecto às vezes dramático e geralmente grave."

Bergson, em O riso.

Quando falamos de liberdade, não sobre ela, confundimos com valor. Por exemplo: só percebemos o valor da nossa liberdade quando a perdemos. O que não tem nada a ver com a tendência do humano civilizado de capitalizar o efêmero. Mas tem a ver com os medos. A única coisa da qual a liberdade deixa livre é do medo. O medo sim tem valor, pois é moeda social. A abdicação ou abolição dos medos civiliza, insere. Ou seja: liberta.

Logo, quem tem cú, tem medo.

25.4.09

A Imagética da Libertação

A dinâmica da sociedade de consumo é uma das coisas mais perversas desses tempos hipermodernos. Assim como Danilo Martuccelli, eu acredito na evidência de que os problemas que a sociedade não consegue resolver, as questões que não consegue elucidar, voltam para o indivíduo, e assim ele terá a responsabilidade de responder e solucionar sozinho - sem ajuda, sem repertório e sem tecnologia pra isso.

É algo do tipo:

"Olha só, inventamos um monte de realidades mentirosas e alternativas, e incutimos uma série de idéias em vocês, mas fodeu... Se deu tudo errado, não prevíamos isso, logo, não saberemos resolver. Seremos obrigados a nos eximir de responsabilidade pelos efeitos nocivos, contrários e colaterais. Desculpaê."


Como profissional de planejamento (e co-criação), tenho algumas regras morais muito claras em relação a isso. São diretrizes pessoais e intransferíveis, e estão inseridas no contexto de uma agência challenger e libertária como a CUBOCC, mas me dão tranquilidade de, no final do dia, não foder a psique e a realidade do consumidor com idéias impossíveis. Eu nunca falo o que as pessoas querem ouvir para escapar à dureza da vida, nem as iludo com motivos para preencher lacunas existenciais. O que me proponho a fazer é dar subsídios, por meio de estratégias de comunicação, para as pessoas resolverem criativamente a questões que meus produtos podem ser parte da solução. 50% depende de esforço pessoal, onde o consumidor é agente indispensável para a mudança.

Se criamos imagens e ideários impossíveis para pessoas que buscam fazer parte deles, algo está muito errado. Falar sem ter espaço para o discurso acontecer é patético. Felizmente parece que vários segmentos de indústrias que se baseiam no imagético para existir estão questionando isso. Artistas, estilistas e revistas também estão aderindo a isso, mostrando o poder da diversidade como elemento de questionamento e, consequentemente, de mudança.

Obra Plástica de Camilo Barreto


A belíssima atleta-atriz-modelo Aimee Mullins


Murray Vern para Pure Magazine (2008)


Foto presente na Black Book Magazine (2009)

Helmut Newton retrata a modelo Nadja Auermann na série 'The Empowered Woman' - Vogue (1995).

Obra Plástica de Camilo Barreto (2008)

Foto de Diana Scheunemann (2009)


Romain Kremer & Renata Veras - Primavera/Verão 2009

Foto de Oleksiy Maksymenko (2008)

Audrey Blouse da coleção Wheeliechix Chic (2009)

Catherine McNeil para a Vogue francesa (2008)

Quando surgem iniciativas como Britain's Missing Top Model, temos uma bela oportunidade para questionarmos esses padrões e ideais utópicos que envenenam nossa individualidade e espontaneidade. 8 garotas lindas, mas com o detalhe de serem portadoras de algum tipo de deficiência, estão numa disputa para um ensaio fotográfico e capa para a Marie Claire britânica pelas lentas do mestre Rankim. Kelly Knox foi a vencedora:

Tá mais que na hora de criarmos imagens que nos ajudem na libertação de conceitos nefastos como esses que vivemos atualmente. É possível mudar... é só querer.

Inspirado em post do blog Trend de la Creme.

14.4.09

Picture Me

Nada que a gente não saiba.

By Sara Ziff (a modelo que tem sua ascensão documentada) & Ole Shell, o documentário mostra os bastidores da indústria da moda.

Linha de montagem, especialização e padronização.
Passarela, segmentação e rostos sem expressão.

As imagens capturadas pelas câmeras oferecidas para as meninas fazem parte do documentário. Isso para dar, definem os organizadores do projeto, voice to those who are often seen, but rarely heard.

Picture Me Trailer

22.3.09

Netbook

Uma nova perspectiva ao hype do netbook: Pra que fetichizar a tecnologia se você pode rir dela?

19.3.09

Ah, os anos 70

Poliester.
Disco Music.
Nylon.
Blaxploitation.
Viscose.
Studio 54.
Rayon.
Gallery.
Jérsei.

Editoriais e anúncios de moda masculina coletados por JimmyHarmless em revistas Playboy, edição norte americana, no ano de 1973.