A jornalista Ana Maria Bahiana fez um post bem interessante em seu blog, falando sobre possíveis novos cenários para a indústria de cinema. E, consequentemente, para a indústria do entretenimento.
Ela listou 5 fatos:
1. A crise econômica
As fontes habituais de financiamento secaram, levando os grandes distribuidores a um estado de pânico no qual nenhum risco pode ser tolerado.
Consequência: o domínio do cinema-pipoca, franquias e fórmulas.
Mas também: oportunidades excepcionais para novas parcerias com produtores independentes e estrangeiros dispostos a investir a sério, como os indianos que estão financiando Spielberg e Brad Pitt, e as muitas parcerias de neozelandeses e sul-africanos com Hollywood.
2. A maturidade da motion capture
A tecnologia, apresentada ao mundo no início da década, chega à quase perfeição com Os Fantasmas de Scrooge e, principalmente, Avatar.
Consequência: uma nova forma de fazer cinema, que subverte o sistema tradicional de produção, exige novos talentos de atores e técnicos, libera e aumenta o poder do diretor e do roteirista, capazes de realizar qualquer coisa, sem limites.
Mas também: sem uma boa trama, pode esfriar o medium e distanciar o espectador se eliminar completamente o fator humano.
3. O boom da animação
Em quantidade e qualidade, nunca se viu tanto cinema de animação – a mão, digital, stop-motion, híbrido – disponível nas telas.
Consequência: Animação, como o cinema mudo foi um dia, é o grande equalizador. Língua e nacionalidade se desfazem, se tornam desimportantes.
Mas também: O poder econômico e tecnológico ainda fazem a balança pender para os países anglo-saxões, na disputa pelo mercado.
4. Os novos canais de distribuição
Acordos entre cooperativas e produtores independentes e distribuidores digitais pipocaram durante o ano. Por exemplo, hoje, nos EUA, é possível ver um filme independente em casa, legalmente, via web, através do sistema Netflix, por uma assinatura de 9 dólares mensais.
Consequência: O que os estúdios recusam-se a compreender, por medo, apresenta-se claramente como a alternativa para independentes e estrangeiros num momento em que distribuição e exibição em cinema tornam-se cada vez mais caras e inacessíveis.
Mas também: divulgação e marketing são o desafio; é preciso que o consumidor saiba onde os títulos estão disponíveis.
5. O novo 3D
Ressuscitado dos anos 1950 com nova tecnologia, a possibilidade de uma experiência envolvente, total, apresenta-se como a saída para o impasse da crise de público, atraindo as platéias novamente para os cinemas.
Consequência: Todo estúdio tem vários projetos 3D em andamento, como prioridade, o que pode viciar a criação de roteiros. Se o seu projeto não se adapta a 3D, vai para o fundo do gaveta.
Mas também: quanto tempo vai durar?
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6.12.09
24.4.09
Prada Transformer
O Transformer criado por Rem Koolhaas and AMO para Prada irá sediar, a partir de março até julho desse ano, quatro eventos em Seul, na Coreia do Sul.
A obra arquitetônica tem lados que podem rotar e virar base.
Para cada evento, uma nova rotação e um novo formato. É um pavilhão que não possui uma única identidade e que muda conforme o conteúdo que abriga em seu interior naquele determinado momento. As noções de espaço mudam, assim como a relação com o tempo.
(Não sei se Keid e Amaral concordam comigo, mas eu diria que é uma construção fundamentada não em cimento, mas em calda).
O projeto:

Rotando em Seul (a base parece um logo que eu conheço):
A obra arquitetônica tem lados que podem rotar e virar base.
Para cada evento, uma nova rotação e um novo formato. É um pavilhão que não possui uma única identidade e que muda conforme o conteúdo que abriga em seu interior naquele determinado momento. As noções de espaço mudam, assim como a relação com o tempo.
(Não sei se Keid e Amaral concordam comigo, mas eu diria que é uma construção fundamentada não em cimento, mas em calda).
O projeto:

Rotando em Seul (a base parece um logo que eu conheço):
5.4.09
Bruno, o filme
Sinceramente esperamos que Bruno, novo petardo de Sacha Baron Cohen, não seja apenas um trailer bem feito. A Universal Pictures, por outro lado, aposta bastante no criador de Borat para repetir o mesmo fenomeno mercadológico. Borat teve um custo de produção em torno de US$ 18 milhões, arrecadando aproximadamente US$ 261 milhões no mundo todo. Será que Brüno vinga?
Pelo pouco que soubemos - até levando em conta o histórico do moçoilo no Ali G Show - Bruno tem os elementos que fizeram o personagem Borat famoso: uma certa ingenuidade, a total falta de sensibilidade quanto ao relativismo cultural e muita cara de pau do Sacha.
Para Bruno, as armas que Sacha preparou incluem adotar uma criança africana e chamá-la de O.J. - o detalhe é que ela é despachada via aérea em uma caixa de papelão com furinhos para entrar ar; Ir até um desfile em Milão com um paletó feito de velcro, com resultados catastróficos; Ir caçar com um grupo de broncos americanos claramente homofóbicos.
O trailer:
Só nos resta esperar por Bruno.
Pelo pouco que soubemos - até levando em conta o histórico do moçoilo no Ali G Show - Bruno tem os elementos que fizeram o personagem Borat famoso: uma certa ingenuidade, a total falta de sensibilidade quanto ao relativismo cultural e muita cara de pau do Sacha.
Para Bruno, as armas que Sacha preparou incluem adotar uma criança africana e chamá-la de O.J. - o detalhe é que ela é despachada via aérea em uma caixa de papelão com furinhos para entrar ar; Ir até um desfile em Milão com um paletó feito de velcro, com resultados catastróficos; Ir caçar com um grupo de broncos americanos claramente homofóbicos.
O trailer:
Só nos resta esperar por Bruno.
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