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30.11.09

Floresta Urbana

Os visionários da MAD Architects criaram um projeto de prédio comercial que valoriza a inclusão de vastas áreas verdes. A intenção deles é replicar a irregularidade de regiões de florestas montanhosas. Para isso, desenharam andares quase abstratos, ligeiramente desnivelados, para passar essa impressão.

O mais legal é a tentativa de quebrar a monotonia do concreto com elementos visuais "naturais". Que os clientes aprovem esse projeto, pois é fantástico. É uma outra interpretação na volta da natureza para espaços urbanos, indo até um pouco além do conceito puramente utilitário da agricultura vertical.

A inspiração:


Visualização do projeto:





Via Design Boom.

22.2.09

Paredes Paulistanas e o Fim da História do Brás


Acontece um fenômeno muito interessante em bairros mais antigos, próximos ao centro de Sampa. Em especial, no Brás. A antiga arquitetura working class das décadas de 30 e 40 é, aos poucos, substituída por medonhos prédios altos e estreitos. Todos são revestidos por horrorosas pastilhas de cerâmica que, além da homogeneidade, dá a impressão de estarmos em frente a banheiros.

Brás era um bairro com história. Hoje, reduzido a um labirinto desalmado sem arborização nenhuma, é apenas uma torre de babel puramente comercial, cujos habitantes, sem a menor sensibilidade estética, destroem as ruas do bairro, transformando-o quase em um banheiro a céu aberto.

Encontrei esse grafite ontem, numa das ruas da minha infância. Foi a primeira vez em anos que me senti bem por visitar meu antigo bairro. Apesar do humor e da beleza das duas obras, senti com tristeza que gato e o coelho me remetiam a uma Alice que entrou no buraco errado.

Queria que a prefeitura fizesse alguma coisa pelo valor histórico do Brás - e São Paulo, como um todo. E, principalmente, impedir que pessoas sem menor noção estética, de arquitetura e urbanismo, parem de transformar São Paulo em um lugar tão inabitável.

9.2.09

Autópsia urbana

A yellow arrow indica que alguém demarcou o local ou objeto, mandou um SMS para gerar um código único e relacionar um conteúdo.

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Daí eu estou andando pela rua, reconheço a seta, mando um SMS com o tal código único e recebo o poema, a música, o game, foto ou texto (...) que alguém relacionou ao indicado.

É como fazer a cidade virar aqueles livros que quando a gente abre, um cenário é montado. E as setinhas servem para articulá-lo.

Ou as autópsias literárias de Brian Dettmer.

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Pra quê tudo isso?
Just to 'make your lives extraordinary, boys'.