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10.3.10

Simbolismo 1960s: Prêt-à-Porter

Ainda que apenas uma escolha estética, os anos 1960 estão de volta. As principais marcas do mundo trazem um pouco dessa liberdade, só que agora pasteurizada, e com todas os seus subtextos de revolução, mudança e crítica social e política devidamente minimizados.

Louis Vuitton

Hermés


D&G


Kenzo


Miu-Miu



The 1960s have become synonymous with all the new, exciting, radical, and subversive events and trends of the period, which continued to develop in the 1970s, 1980s, 1990s and beyond. In Africa the 1960s was a period of radical political change as 32 countries gained independence from their European colonial rulers.

Some commentators have seen in this era a classical Jungian nightmare cycle, where a rigid culture, unable to contain the demands for greater individual freedom, broke free of the social constraints of the previous age through extreme deviation from the norm.
[*]

Bom, desvios são a nova norma, o que torna esse resgate absolutamente deslocado. Por um lado, imaginando a total falta de compromisso da moda com a realidade, o que se resgata é a utopia e a fantasia: coisas que não correm mais o risco de se tornarem verdade.

(Imagens das coleções S/S 2010, presentes na revista Dazed & Confused #83)

28.10.09

Soundscape Sony

A Fallon de Londres traz uma perspectiva diferente para a música. Numa ilhazinha na costa oeste da Islândia, que por si mesma é a definição de solidão, eles instalaram centenas de speakers da nova linha de áudio da Sony, e tocaram música ininterruptamente por 3 dias. O resultado é um mockuvertising, com as reações das pessoas ao som de artistas como Guillemots, Bob Dylan e Toumani Diabaté.



3 dias. Inteiros. Continuamente. Bombardeados por música. Uma avalanche de informações culturais no meio da calma branca. Será que isso é mesmo ducaralhu?

Sim, é uma visão romântica da música. Mais até que da medicina pitagórica, que atribuía à música um poder terapêutico por excelência. Porém, por mais poético que tenha ficado esse short film, sinto uma prepotência bem parecida com Whooper Virgins, do Burger King:



Numa das cenas de Soundscape, um garoto aparece com um celular. É uma quebra na monotonia da solidão ártica, mas também um elemento estranho, que indica contaminação.

Até que ponto a publicidade pode invadir a vida de pessoas que estão involuntária ou paradoxalmente tão longe, mas tão perto do "mundo ocidental"? Será que um simples par de speakers vai mesmo ser o elemento civilizatório que vai inserir essas pessoas involuntariamente isoladas nas maravilhas do capitalismo? Isso é progresso ou perversão? Será que elas realmente precisam desses produtos culturais e tecnológicos para viverem melhor?

24.7.09

Death wishers também são consumidores

E existem milhares de produtos para satisfazê-los por aí.





15.7.09

Marcas, pessoas e tattoos

Em nossa sociedade contemporânea, nós somos o que consumimos. Nós usamos o consumo em geral, e marcas e seus produtos em particular, para definir, formar e manter nossas identidades. O que a gente compra e usa tem um duplo significado simbólico: auto-definição e auto-expressão.

Agora, e as marcas que tatuamos?
















3.4.09

Insight verdadeiro?

Protestos no G20 dão a resposta:
O que o consumidor pensa sobre o consumo?



Update by Amaral:

Nessa bagunça toda, tem algo que chama bastante atenção: pela primeira vez, o foco mudou dos burocratas para quem é responsável por esvaziar as prateleiras dos "grandes magazines incorporados" (leia-se Fred 04).

Em 1999, em Seattle, os discípulos do Rage Against The Machine instauraram um movimento global contra o capitalismo todo chegado no cyberpunk e no anarquismo. Na reunião do G8 em Gênova, em 2001, a mais sinistra depois de Seattle, onde neguinho apanhou até antes do protesto e a presença dos sindicatos italianos foi decisiva para o mar de sangue que virou o 20 de julho de 2001, a batalha continuou. Depois disso ainda vieram Praga e algumas manifestações no Foro de Davos.

Não é possível chamar isso de evolução. Mas parece que, agora, as pequenas nações e comunidades que foram esquecidas pelo capitalismo (e estão sendo inseridas através de projetos que apostam em cooperativas e pequenos produtores) perderam importância no discurso dos Bové's da vida e o resgate é mesmo pela dignidade humana, aquela que eu, você e todo mundo preserva (pelo menos tenta) na medida do possível.

Afinal, não tínhamos noção do limite quando o assunto era consumo e de quanto os caras que faziam de fato a economia acontecer tinham de dinheiro para colocar na rua. Depois de descobrir que o cofrinho dos grandões havia quebrado fazia alguma milha, só restou preservar a si mesmo.

Pelo menos é o que andam dizendo por aí:

"For Generation Y the crisis has hit harder than September 11. This is the first financial trauma of their lives, and they have been led to believe that access to capital and spending is limitless. Many of them are just completely over their heads. They have no idea of budgeting."

O capitalismo e seus filhos recalcados. Esse trauma eu quero ver Freud explicar.