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8.8.10

Mercearia Paraopeba

Um armazém das antigas, onde não existem consumidores: existem pessoas.
Uma história linda para começar bem a semana.

22.12.09

Alma - Rodrigo Blass

Animador da Pixar, Rodrigo Blass fez um belo curta-metragem de animação durante as férias em sua terra natal: Espanha. A direção de arte ficou a cargo do irmão, Alfonso. Belíssimo trabalho, ainda que o roteiro seja um tanto obscuro.

28.10.09

Soundscape Sony

A Fallon de Londres traz uma perspectiva diferente para a música. Numa ilhazinha na costa oeste da Islândia, que por si mesma é a definição de solidão, eles instalaram centenas de speakers da nova linha de áudio da Sony, e tocaram música ininterruptamente por 3 dias. O resultado é um mockuvertising, com as reações das pessoas ao som de artistas como Guillemots, Bob Dylan e Toumani Diabaté.



3 dias. Inteiros. Continuamente. Bombardeados por música. Uma avalanche de informações culturais no meio da calma branca. Será que isso é mesmo ducaralhu?

Sim, é uma visão romântica da música. Mais até que da medicina pitagórica, que atribuía à música um poder terapêutico por excelência. Porém, por mais poético que tenha ficado esse short film, sinto uma prepotência bem parecida com Whooper Virgins, do Burger King:



Numa das cenas de Soundscape, um garoto aparece com um celular. É uma quebra na monotonia da solidão ártica, mas também um elemento estranho, que indica contaminação.

Até que ponto a publicidade pode invadir a vida de pessoas que estão involuntária ou paradoxalmente tão longe, mas tão perto do "mundo ocidental"? Será que um simples par de speakers vai mesmo ser o elemento civilizatório que vai inserir essas pessoas involuntariamente isoladas nas maravilhas do capitalismo? Isso é progresso ou perversão? Será que elas realmente precisam desses produtos culturais e tecnológicos para viverem melhor?

14.9.09

A hora e a vez dos Furries

A gente já tinha cantado a bola em fevereiro e maio. E reforçamos de novo agora em setembro. Furries são, definitivamente, uma realidade que requer um segundo olhar e alguma consideração.

Acaba de ser lançado o vídeo do Pull Tiger Tail para a música Even Good Kids Make Bad Sports, e nele um casal de furries passeia por Londres em busca de algo que deixou a moça fantasiada de zebra bem triste.



Mais uma vez reforçamos: as pessoas estão fragmentadas. Isso não é um sintoma esquizóide, mas sim uma característica contemporânea. A alma humana não se restringe a ser UMA, pois somos VÁRIAS coisas ao mesmo tempo. Só nos resta abraçar a diversidade humana em todas as suas complexidades e incoerências. Como diria Truman Capote, "quem é coerentemente coerente tem cabeça de batata".

Como fechei no post anterior:

O mais legal disso é a capacidade que algumas pessoas tem de inventar outras realidades, em universos paralelos à vida real. Isso não apenas é possível, mas intuo que até certo ponto, seja saudável: não há nada pior que viver entricheirado em suas fantasias, sem espaço para expressa-las. Furries são o oposto disso.