É como se o vídeo Fuck You da Lily Allen acontecesse em praça pública.
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8.11.09
Brincando de Deus em praça pública
Inspirado no seriado Terra de Gigantes e no mito de Golias, o designer inglês Chris O'Shea criou o experimento interativo Hand from Above, e resolveu brincar de Deus nas ruas do Reino Unido. Em um telão gigante, uma mão interage com os transeuntes, modificando-os ou perturbando-os de uma maneira bem engraçada.
É como se o vídeo Fuck You da Lily Allen acontecesse em praça pública.
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7.9.09
E Deus lhe disse: desce e arrasa!
Geralmente não colocamos imagens, escrevemos textos ou mencionamos coisas relacionadas a cultos ou expressões religiosas aqui. É algo extremamente pessoal, mexe com brios que não cabe a mais ninguém além daquele que crê.
Mas, ao ver o que foi enviado pelo Pedro no Twitter, tive que dividir um breve pensamento a respeito do Pastor Pilão.
(Preacher in a Tutu)
É raro vermos um vídeo como esse, onde o absurdo da cena entrega o quanto nossa estrutura psíquica é quase, digamos, primitiva, rudimentar mesmo. Arthur Ramos, um dos maiores antropólogos brasileiros, chamaria isso de "inconsciente cultural", uma ponte entre o inconsciente coletivo e o inconsciente individual de Jung, e que estabelece a ligação do brasileiro com o espiritual. E, pelo que vi, esse inconsciente, da forma como se expressa, demonstra que tá cheio de nada.
Não vale aqui falarmos sobre o caráter de espetacularização da fé, coisa que esse vídeo claramente retrata: sentimentos superlativos, exagero gestual, a tentativa de uma língua ininteligível, uma caricatura ritualística para materializar aquilo que essa igreja, que não soube identificar, se propõe a curar ou minimizar por entre seus crentes. O que nos aflige, o que nos maltrata, o que nos faz sofrer não pode ser simplesmente deixado no abstrato. Precisa de uma mensagem demonstrável, algo que possa ser culturalmente entendido, mas sobretudo fisicamente expressado por um pastor rodopiante.
E essa mensagem se resume a Satanás. Satanás é a palavra proferida. Satanás é a palavra que condensa o semantismo do mal: as faltas, as privações, as vicissitudes da vida de quem crê, pois, claro, a culpa do nosso fracasso é sempre de alguém. Satanás é o meme mais poderoso de todos os tempos. E todos precisamos de um bailarino desengonçado pra nos salvar.
Que merda.
(Preacher in a Tutu)
É raro vermos um vídeo como esse, onde o absurdo da cena entrega o quanto nossa estrutura psíquica é quase, digamos, primitiva, rudimentar mesmo. Arthur Ramos, um dos maiores antropólogos brasileiros, chamaria isso de "inconsciente cultural", uma ponte entre o inconsciente coletivo e o inconsciente individual de Jung, e que estabelece a ligação do brasileiro com o espiritual. E, pelo que vi, esse inconsciente, da forma como se expressa, demonstra que tá cheio de nada.
Não vale aqui falarmos sobre o caráter de espetacularização da fé, coisa que esse vídeo claramente retrata: sentimentos superlativos, exagero gestual, a tentativa de uma língua ininteligível, uma caricatura ritualística para materializar aquilo que essa igreja, que não soube identificar, se propõe a curar ou minimizar por entre seus crentes. O que nos aflige, o que nos maltrata, o que nos faz sofrer não pode ser simplesmente deixado no abstrato. Precisa de uma mensagem demonstrável, algo que possa ser culturalmente entendido, mas sobretudo fisicamente expressado por um pastor rodopiante.
E essa mensagem se resume a Satanás. Satanás é a palavra proferida. Satanás é a palavra que condensa o semantismo do mal: as faltas, as privações, as vicissitudes da vida de quem crê, pois, claro, a culpa do nosso fracasso é sempre de alguém. Satanás é o meme mais poderoso de todos os tempos. E todos precisamos de um bailarino desengonçado pra nos salvar.
Que merda.
PS: os comentários que aparecem durante o vídeo são sensacionais.
2.5.09
Esse post começou a ser redigido no aeroporto de Guarulhos, exatamente à 01h11min do dia 1 de maio. Um dia, quem sabe, histórico para o país. Afinal, ninguém tem coragem de apostar as suas fichas no impossível desembarque de um passageiro com um monte de vírus H1N1 nas suas mucosas bucal e nasal. Até então, depois de quase uma hora no aeroporto, vi apenas uma passageira e três funcionários do aeroporto utilizando máscaras. Por conseqüência, recebi também um telefonema da minha digníssima explicando que assistiu o Jornal da Globo e achou conveniente sugerir que eu usasse uma máscara. A mídia está cumprindo o seu papel com êxito. Se a intensão é instaurar o caos, está no caminho certo. Pelo menos assim, por enquanto, os piratas somalis ficam distantes da mídia. Mas apenas da brasileira.
Quando chego no aeroporto, a primeira coisa que faço é ir até a banca de revistas. Hoje, tive a sorte de me deparar com o último exemplar da Monocle (May/09) que existia na prateleira. Um dos destaques da revista são os esquecidos somalis. Os caras que assustaram todo o mundo. Não por brutalidade, mas pelo primitivismo da prática. Por óbvio: um mundo acostumado com megaoperações motivadas pela pedofilia online em que ações integradas enchem de orgulho qualquer secretário de segurança e delegado, jamais contaria com a necessidade de voltar as forças dos seus exércitos e polícias para enfrentar os destemidos terroristas africanos armados de barcos espelunquentos e fuzis enferrujados. E por conta disso, a Monocle construiu a sua reportagem em cima do aparato montado pela UE para conter os ataques. Quer dizer: mostrou o lado impotente.
Liberar as embarcações não sai abaixo de milhões. Como bem sabemos (nós, da CUBOCC), um navio parado representa alguns milhares de dólares perdidos por hora e surte um efeito no mercado de distribuição global como o de um parafuso solto na engrenagem de uma esteira de produção de qualquer megaindústria.
Então que depois de processar essas duas informações e resgatar fatos do dia que pudessem construir algum raciocínio a partir do que passou pela cabeça desde que cheguei no aeroporto, lembrei de uma reportagem do G1, onde o acadêmico norte-americano Jerome Corsi explica as entrelinhas do seu livro Obama Nation e justifica a sua tese: nas mãos do Barack, o EUA caminha para o socialismo. Misturando as três coisas, cheguei a conclusão de que não vivemos o caos e muito menos uma crise financeira ou sanitária. São todas, obviamente, noções de descontrole que criamos para especular a possibilidade de que, antes, estávamos no controle. Bullshit.
Então que depois de processar essas duas informações e resgatar fatos do dia que pudessem construir algum raciocínio a partir do que passou pela cabeça desde que cheguei no aeroporto, lembrei de uma reportagem do G1, onde o acadêmico norte-americano Jerome Corsi explica as entrelinhas do seu livro Obama Nation e justifica a sua tese: nas mãos do Barack, o EUA caminha para o socialismo. Misturando as três coisas, cheguei a conclusão de que não vivemos o caos e muito menos uma crise financeira ou sanitária. São todas, obviamente, noções de descontrole que criamos para especular a possibilidade de que, antes, estávamos no controle. Bullshit.
Nunca a precariedade logística, sanitária, econômica e ideológica do mundo estiveram tão evidentes quanto agora. O espanto de Jerome diante da postura de Obama, que é a de estatizar a economia, representa melhor esse cenário. Pois, nem o campo teórico, que sempre deu conta dos confrontos ideológicos e da complexidade social do mundo amparado por Barthes, Bordieu e Mafesoli, consegue fugir dos estereótipos do século passado para pensar no novo.
Não podemos nem contar como novo. Mas apenas um reload em algumas coisas desgatadas. E socialismo... Não, creio que não.
Não podemos nem contar como novo. Mas apenas um reload em algumas coisas desgatadas. E socialismo... Não, creio que não.
E como a gripe suína é só um vírus e não é de ninguém, resta ter medo mesmo e instituir o estado de terror. Que não tem nada a ver com o de direito, mas que se serve dele como base para a construção do terror. Nesses casos de "inimigo invisível", lembro bastante das histórias inventadas sobre a invasão dos et's em algum planeta com formato e com pessoas parecidas com a terra que já se viu muito no cinema (desculpe, mas eu não vi). Eles são silenciosos e assustadores. Mas no final todo mundo descobre que, na real, eles só são verdes e, eureka, ignorantes somos nós de acreditar que eles tem a mesma vontade de dominar tudo (dominar no sentido de conquistar e de controlar coisas e seres).
Encerro o texto aqui reivindicando o meu direito de ser aleatório.
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7.4.09
Yuri's Night
O nome da festa é uma homenagem ao Yuri Gagarin e representa a celebração daquilo que um dia já foi o projeto para um futuro voador, tecnológico e espacial.
Mais divertido do que isso é fazer sarro com toda aquela baboseira de corrida espacial e guerra fria que a URSS e o EUA protagonizaram por causa de uma coisa tão inútil para a vida do humano como a conquista do espaço.
Nunca consegui descobrir o que eles tanto queriam (e ainda querem, pelo menos a NASA) revelar sobre as galáxias.
Bonito é ver a China seguir o mesmo script para confirmar o status de grande potência.
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18.2.09
Ele é meu pastor e nada me faltará
Deus escreve certo por linhas (de código) tortas.
Não duvide dos algoritmos da natureza, a harmonia busca um verso único pra todas as coisas. Por isso, universo.

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Jesus multiplicou os peixes. Depois do milagre, certamente eles foram recolhidos por alguém que, querendo matar a fome, jogou uma rede ao mar.
Os peixes terminaram, mas a rede se expandiu e hoje permite a multiplicação da sabedoria. E Thiago Frias é um nó dela:
Não duvide dos algoritmos da natureza, a harmonia busca um verso único pra todas as coisas. Por isso, universo.
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Jesus multiplicou os peixes. Depois do milagre, certamente eles foram recolhidos por alguém que, querendo matar a fome, jogou uma rede ao mar.
Os peixes terminaram, mas a rede se expandiu e hoje permite a multiplicação da sabedoria. E Thiago Frias é um nó dela:
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