29.12.09
Skull,Nu: Retrospectiva 2009
Nosso objetivo não é falar sobre o que é cool, über, trendy, sexy ou edgy. O que não faltam são sites e blogs dedicados a essa tarefa de vasculhar o vazio e catalogar o supérfluo. Nossa missão sempre foi condensar em um único lugar percepções de pessoas que não acreditam no que é mostrado, e buscam ler as entrelinhas, o inaudito e o invisível, num jogo de livre associação.
E, graças aos deuses, acho que conseguimos essa façanha, pelo menos quando inventariamos os posts mais lidos nesses 11 meses de Skull,Nu. Em 169 posts criados, que atraíram mais de 10 mil visitas (UHUUUULLL!!!!!), destacamos os top posts:
Palestra CUBOCC Geração Y (25.09.09)
Nação CUBOCC (01.04.09)
Neo-hedonismo mostra a cara (21.10.09)
Nada é real. N-A-D-A (17.12.09)
A turba da Uniban (07.11.09)
Estranhos animais humanos e suas muletas emocionais (22.12.09)
E Deus lhe disse: desce e arrasa! (07.09.09)
Imagética da Libertação (25.04.09)
...em tempos de Geyse (27.11.09)
Woolies (14.05.09)
A moça e os moralistas imorais (29.10.09)
Oi! Eu sou um Furry (27.02.09)
Sony Soundscape (28.10.09)
Publicidade Psicodélica (07.02.09)
Marcas, Pessoas e Tattoos (15.07.09)
Amor? Simples assim (12.11.09)
Meninos e Meninas (17.12.09)
Austeridade (20.03.09)
That's all, folks. Só nos resta agradecer pelas visitas, comentários, links e etcs. Graças a vocês mantivemos isso aqui. Muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado... 2009 muito obrigados :-D
Não tenho a menor idéia do que vai rolar em 2010. Seja lá o que for, que nos traga muita diversão e altas confusões.
Inté 2010. Ou antes, quem sabe?
22.12.09
Estranhos animais humanos e suas muletas emocionais
Como qualquer dica que venha do Peele é sempre uma coisa boa, assisti ao (micro) documentário Last Minutes with Oden, do diretor californiano Eliot Rausch. Rausch trabalha com video, e já fez trabalhos para diversas marcas. Eventualmente faz experimentações cinematográficas, seja em vídeo ou animação. Esse documentário é uma dessas explorações dele em narrativas não-comerciais.
O vídeo começa tenso, bem tenso. Conhecemos a figura ansiosa de Jason Wood, um cara que, aparentemente, passou a vida dentro e fora de prisões por causa de drogas. Rausch filma os minutos anteriores ao momento em que Jason terá que botar seu cachorro Oden para adormecer. Doente, o cachorro terá que dormir para sempre, e cabe a Jason acompanhar o amigo nessa jornada.
Percebe-se claramente o desespero de todos. O cachorro, com olhar assustado percebe seu fim, mas tem uma resignação nobre. Assim como todo animal não-humano, Oden preservou sua sensibilidade e integridade.
Oden foi a ponte e o elo de Jason com a realidade, em especial com a realidade dos afetos, de gostar e ser retribuído. Foi Oden quem resgatou e conectou Jason às suas emoções e à espiritualidade, coisas até então perdidas por conta do vício.
O (micro) documentário é apenas o registro de um adeus, uma fração de história, mas forte o suficiente para emocionar.
2. Cãopanheiro
De maneira semelhante, encontramos o olhar de Oden nesse cachorro de Curitiba. Um jovem foi assassinado no Bairro Boqueirão, em Curitiba, em frente a uma lan house. Seu cachorro chegou minutos depois e ficou ali a seu lado até a chegada do IML.
Trêmulo, o cachorro velava e protegia o corpo do rapaz morto. O seu desespero quando o camburão chega e leva o jovem sem vida é devastador.
O "cãopanheiro" e o rapaz curitibano foram filmados por acaso, e os papéis estão invertidos. Ainda sim, tanto quanto Oden, é tão forte que dói.
Todos nós de alguma forma fomos impactados por vídeos e histórias assim, onde, humanizados, os animais subvertem a ridícula lógica judaico-cristã de subserviência, e tornam-se nossos melhores - se não únicos - amigos. E assim são, com certeza.
Os animais são acolhidos pelos seres humanos porque o relacionamento com animal é mais fácil do que com outro ser humano: o animal está sempre disponível, o animal é tolerante e expressa uma amizade incondicional, o animal supre a carência de afeto da pessoa desinteressadamente e o animal é acrítico: Nossos bichos de estimação são fonte segura e previsível de afetos. Até Freud citou o quanto a relação com bichos é reconfortante e compensatória.
Um artigo na revista Psique destaca que "Os arranjos sociais favorecem os laços com os bichos: a demografia está caindo, as famílias são menores e estão sendo modificadas, com mais pessoas morando sozinhas. A sociedade ocidental parece enfatizar a individualidade, a racionalidade, o controle, o livre-arbítrio e o materialismo, diferentemente de sociedades tradicionais, que priorizam os valores comunitários, a expressão emocional e a espiritualidade. Essas diferenças afetam as crenças e atitudes das pessoas. Assim, o hábito de possuir animais de estimação pode ser muito acentuado no Ocidente talvez pelo preenchimento de necessidades emocionais que os animais proporcionam, supridas de outras maneiras em outras sociedades."
O mais bizarro de tudo é pensar que hoje em dia cabe a um bichinho de estimação a tarefa de manter nossa sanidade, quando não nos salvar emocionalmente. Cabe a eles serem nossos agentes de interação social, psíquica e emocional. Acho que isso é exigir demais deles. Só precisamos ama-los, já é o bastante.
Que espécie é irracional mesmo?
Alma - Rodrigo Blass
18.12.09
Viva: já é o suficiente!
Eles sondam o terreno com os tentáculos, afastam a areia e levantam o coco com uma rotação. Depois de colocar o lado aberto da casca para cima, eles agarram a peça e vão embora. Quando são duas metades, o animal consegue colocar uma dentro da outra.
O uso de ferramentas é algo que se acreditava ser uma habilidade exclusiva dos humanos, mas recentemente esse comportamento tem sido cada vez mais observado entre primatas, outros mamíferos e aves. É fofo, mas ao mesmo tempo cruel, ver um polvo utilizar restos de consumo humano como proteção. O simpático bicho nos ensina uma lição torta: o sentido da vida é apenas viver. Atribuir significado é problema seu, uma vez que o sentido é manter-se vivo. E entre os animais estranhos, somos apenas os humanos.
Fonte: BBC Brasil; Arnaldo Antunes (Entre os animais estranhos,/ eu escolho os humanos)
17.12.09
Protótipo de revista digital
Nada é real. N-A-D-A.
Stargate Studios Reel from RAWworks on Vimeo.
UPDATE:
Sabe-se lá Deus pq, mas o vídeo não está mais disponível no Vimeo. Mas acabo de fazer upload no nosso canal no YouTube.
Meninos e Meninas

Yoon revela que a preferência das meninas pelo rosa e meninos para o azul não só é universal e generalizada, mas principalmente alimentada pela publicidade e meios de comunicação, que difundem intencionalmente uma mensagem para segmentar nas crianças e nos pais gênero com suas respectivas cores.

A pesquisa histórica de Yoon revela alguns dados curiosos, indicando que nem sempre foi assim:
A cor rosa já foi associada com a masculinidade, considerada um vermelho suave, e tinha o poder como atributo dessa cor. Em 1914, um jornal americano,The Sunday Sentinel, aconselhou as mães a "utilização de rosa para o menino e azul para a menina, se você for uma seguidora dos bons costumes." A mudança de cor de rosa para as meninas e azul para os meninos que aconteceu primeiro na América. Noutros países somente após a Segunda Guerra Mundial.
A mudança aconteceu enquanto a onda do politicamente correto fincava raízes no século 20, e, num esforço para promover igualdade de gêneros, as cores foram trocadas: meninos - azul; meninas - rosa. Porém, essa reversão, intencional e explícita, não erradicou o preconceito. Pelo contrário, apenas fez preconceito mudar de cor.

Esse é o trabalho de Yoon, que ilustra essas expressões excessiva e culturalmente manipuladas de feminilidade e masculinidade.
Como nas palavras do psicólogo uruguaio Juan Carlos Kusnetzoff:
"Em geral a cultura do Ocidente nao tolera muito bem a ambiguidade, a falta de definição clara. Costumamos nos irritar diante de nuanças e exigimos, muitas vezes de forma peremptória, a distinção exata entre o que convencionalmente chamamos mulher. Na realidade a natureza só traz a anatomia e a fisiologia. Tudo mais é produto de cada cultura e de cada grupo social"
14.12.09
Meatless Monday

Existem diversos motivos para as pessoas pararem de comer carne (e de usarem produtos derivados de animais). Motivos de saúde, ambientais, sociais... eu ainda procuro o meu. Sim, porque todos entendem que há benefícios na alimentação sem carne mas é necessária uma motivação, uma fagulha, que provoque essa mudança.
Para nós, uma forma de começar: http://www.meatlessmonday.com (e a versão brazuca em http://www.svb.org.br/segundasemcarne).
8.12.09
Maison Hermès + Tokujin Yoshioka
7.12.09
Video Pizza



Feito a mão em Portland, Oregon, EUA, o DVD Video Pizza é uma incrível maneira de passar a noite. Uma hora inteira com a imagem de uma pizza girando - e com efeitos sonoros dela assando no forno - ajuda a criar o clima perfeito a qualquer festa. E como sou muito festeiro e adoro fazer reuniões memoráveis para meus amigos, não podia viver sem isso.
6.12.09
Novos cenários para a indústria cinematográfica
Ela listou 5 fatos:
1. A crise econômica
As fontes habituais de financiamento secaram, levando os grandes distribuidores a um estado de pânico no qual nenhum risco pode ser tolerado.
Consequência: o domínio do cinema-pipoca, franquias e fórmulas.
Mas também: oportunidades excepcionais para novas parcerias com produtores independentes e estrangeiros dispostos a investir a sério, como os indianos que estão financiando Spielberg e Brad Pitt, e as muitas parcerias de neozelandeses e sul-africanos com Hollywood.
2. A maturidade da motion capture
A tecnologia, apresentada ao mundo no início da década, chega à quase perfeição com Os Fantasmas de Scrooge e, principalmente, Avatar.
Consequência: uma nova forma de fazer cinema, que subverte o sistema tradicional de produção, exige novos talentos de atores e técnicos, libera e aumenta o poder do diretor e do roteirista, capazes de realizar qualquer coisa, sem limites.
Mas também: sem uma boa trama, pode esfriar o medium e distanciar o espectador se eliminar completamente o fator humano.
3. O boom da animação
Em quantidade e qualidade, nunca se viu tanto cinema de animação – a mão, digital, stop-motion, híbrido – disponível nas telas.
Consequência: Animação, como o cinema mudo foi um dia, é o grande equalizador. Língua e nacionalidade se desfazem, se tornam desimportantes.
Mas também: O poder econômico e tecnológico ainda fazem a balança pender para os países anglo-saxões, na disputa pelo mercado.
4. Os novos canais de distribuição
Acordos entre cooperativas e produtores independentes e distribuidores digitais pipocaram durante o ano. Por exemplo, hoje, nos EUA, é possível ver um filme independente em casa, legalmente, via web, através do sistema Netflix, por uma assinatura de 9 dólares mensais.
Consequência: O que os estúdios recusam-se a compreender, por medo, apresenta-se claramente como a alternativa para independentes e estrangeiros num momento em que distribuição e exibição em cinema tornam-se cada vez mais caras e inacessíveis.
Mas também: divulgação e marketing são o desafio; é preciso que o consumidor saiba onde os títulos estão disponíveis.
5. O novo 3D
Ressuscitado dos anos 1950 com nova tecnologia, a possibilidade de uma experiência envolvente, total, apresenta-se como a saída para o impasse da crise de público, atraindo as platéias novamente para os cinemas.
Consequência: Todo estúdio tem vários projetos 3D em andamento, como prioridade, o que pode viciar a criação de roteiros. Se o seu projeto não se adapta a 3D, vai para o fundo do gaveta.
Mas também: quanto tempo vai durar?
5.12.09
Good Copy Bad Copy

Good Copy Bad Copy, A documentary about the current state of copyright and culture (Cópia Boa Cópia Ruim, um documentário de 2007 sobre o estado atual dos direitos autorais e da cultura), é um documentário dirigido por Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke, que aborda a relação entre direitos autorais e cultura no contexto da Internet, do compartilhamento de arquivos peer-to-peer e outros avanços tecnológicos.
O filme levanta questões delicadas relativas a copyrights e propriedade intelectual e apresenta interpretações tanto do ponto de vista dos ciberativistas entusiastas da cultura do Remix, quanto dos defensores dos direitos autorais. Retrata, com exemplos objetivos, o quão tênue é a linha que separa a experimentação musical das condutas consideradas ilegais e levanta discussões a respeito da abrangência das leis de direito autoral, quem são os reais beneficiários dessa legislação, e qual é, de fato, o propósito dos copyrights.
A questão central do filme é a de que a criatividade em si está em jogo e é necessário encontrar um equilíbrio entre os dois lados da questão: proteger os direitos daqueles que detêm copyrights e também o direito das gerações futuras de poder criar.
Com duração de 59 minutos, O filme apresenta entrevistas de várias pessoas com diferentes perspectivas sobre o assunto, incluindo advogados, produtores e artistas, e examina as diversas formas com que os direitos autorais vêm sendo abordados nas produções culturais em diferentes partes do mundo.
Documentário na íntegra:
4.12.09
Os Novos Psicóticos? - Parte 3
Por mais que se tente, ninguém sente (ou talvez jamais sentirá) a dor do outro. E isso vale, principalmente, para a dor com raízes na mente humana, como é o caso da depressão e da ansiedade – dois distúrbios responsáveis pela metade (740 milhões de pessoas) das doenças mentais estimadas no mundo. Esses males causam um sofrimento terrível. Geram angústia e desespero, suas origens não são muito claras e as sensações que provocam – por mais que produzam sintomas identificáveis por um especialista – beiram o intraduzível. A dor causada pela depressão e pela ansiedade é diferente de uma dor de cabeça ou de uma dor decorrente, por exemplo, de um tombo: ela dói, metaforicamente, lá no fundo da alma. E o pior é que essa dor, de acordo com especialistas e com a Organização Mundial de Saúde (OMS), só tende a aumentar. No próximo milênio a mente vai estar mais doente do que nunca. “As doen-ças mentais tendem a proliferar como resultado de múltiplos e complexos fatores sociais, biológicos e psicológicos. Elas são respostas já esperadas de doenças físicas graves e da guerra e do trauma. Mas também de condições sociais adversas, como as altas taxas de desemprego, a educação precária e a pobreza”, afirmou a OMS num relatório publicado este ano. E mais: “Nas próximas décadas tudo indica que as doenças decorrentes de distúrbios mentais e de problemas neurológicos serão ainda maiores.”
(...)
Além de trazer um sofrimento emocional maior é certo que o aumento da depressão e da ansiedade também vai elevar os seus custos sociais. Cinco das dez principais causas de incapacitação profissional no mundo são problemas mentais. Entre eles, a depressão, o transtorno bipolar e o transtorno obsessivo-compulsivo. Só nos Estados Unidos os gastos (incluindo os indiretos) com a depressão chegam a US$ 80 bilhões por ano. Em 2020, a OMS prevê que ela será a segunda doença que mais roubará anos de vida útil da população (a primeira continuará sendo problemas cardiovasculares). Fora isso, a chance de um deprimido cometer suicídio é 35 vezes maior do que a de uma pessoa saudável. Em relação à ansiedade, um estudo feito nos EUA, publicado a partir de 1984, constatou que 68% das mulheres e 60% dos homens que tinham transtorno do pânico estavam desempregados na época e que pessoas com este distúrbio procuram atendimento médico sete vezes mais do que a população comum.
Fonte: Revista Isto É - Nº 1571 – 10 de novembro de 1999
(A partir do twitt do André)
420 a gente gosta

Com a palavra, os realizadores:
O que é o 420?A gente gosta ;)
É o que está acontecendo na vida das personagens.
O 420, diferente dos seriados tradicionais, é mais amplo do que apenas um episódio seguido do outro. A história toda vai ser desenvolvida nas várias formas de comunicação que temos hoje.
Você pode ficar um tempão sem ver alguém, mas sabe tudo que tá rolando com ele (pelo Facebook, pelo Twitter). E por isso no 420 o espectador vira "seguidor", como acontece com as novas ferramentas de comunicação, acompanhando a vida das personagens assim como acompanham a dos amigos. Estes seguidores participam do 420 ativamente. Indo atrás de quem querem, onde querem e como querem.
O 420 não tem formato certo, é open source, novos sites e ferramentas podem aparecer, para ajudar a contar as histórias. E o que vai amarrar tudo isso são as personagens. Reagindo e agindo com o que esta acontecendo por aí.
A narrativa nunca para. Por isso é difícil definir o que ele é, mas sim como ele está. O que chamamos de "episódio" é um fragmento da vida deles (personagens) mostrado em vídeo. Assim, o "episódio" não é o ponto principal, mas só mais uma parte da narrativa toda.
Tudo é contado com muita naturalidade, como as pessoas contariam, afinal são as próprias personagens que estão contando tudo isso. E essa essência está também na forma que temas considerados polêmicos são tratados; drogas, sexo, política, sociedade, comportamento, são discutidos sem a pretensão de ensinar ou dar lição de moral.Não somos um símbolo.
Não somos uma série.
Não somos uma religião.
Não somos uma turma.
Não somos internet.
Não somos hedonistas.
Não somos reality show.
Não temos episódios.
Não temos roteiro.
Não temos platéia.
Não temos formato.
Não temos propaganda.
Na verdade a gente já gostava da idéia antes mesmo de estrear.
3.12.09
Astronautas bêbados
Evgeny Moskalev, cientista da Saint Petersburg Technological University, na Rússia, descobriu como transformar álcool em pó e depois encapsulá-lo.Jornalismo Mítico-Apocalíptico
Eros e Tânatos para as massas. Capa do G1 em 03Dez09.Será que existe alguma outra maneira, menos apocalíptica, de se fazer jornalismo? Os deuses, tristes, se vingam.
Os Novos Psicóticos?






Renata Salecl, "Sobre a felicidade — Ansiedade e Consumo na Era do Hipercapitalismo", Editora Alameda.Neste ensaio, que apresenta ao leitor brasileiro sua autora, Salecl faz uso do imenso arsenal disponível na história da cultura, da psicanálise à filosofia de Walter Benjamin, dos mais recentes estudos sobre a ansiedade e o consumo ao fenômeno dos livros de auto-ajuda, a fim de colocar o atual momento da história (e as rápidas e crescentes mudanças na ordem da economia, da tecnologia e da sociedade) em um imaginário divã. Após a leitura de Sobre a felicidade, será difícil continuar acreditando que a democracia representativa faz as pessoas livres, ou que a simples visita a um supermercado é um ato inocente.
A autora: A socióloga e filósofa eslovena Renata Salecl, pertencente ao grupo do filósofo Slavoj Zizek, estuda os fenômenos com-portamentais no atual momento do capitalismo. Professora na London School of Economics e na University of Cambridge, na Inglaterra, ela é autora de On Anxiety (Routledge, 2004) e Perversions of Love and Hate (Verso, 2000).
Via reader do Julio Coutinho, a partir de post do Ricardo Lombardi.
2.12.09
PERSONA

FlyPlay
É nojentinho, mas é criativo. Aprenda a fazer:
- Mate algumas moscas - tome cuidado para não esmaga-las
- Deixe-as secando por uma hora sob o sol
- Pegue papel e lápis e deixe sua imaginação tomar conta










Artista desconhecido.
Via Gugazine.
1.12.09
Lima 3.0

Essa a afirmação do coletivo arquitetônico Supersudaca é parte de um estudo sobre a apropriação urbana da cidade nos últimos anos. Ao mesmo tempo, Lima 3.0 se mostra um estudo sobre pessoas na medida que compara a urbanização tardia com movimentos imigratórios.
Mais de 80% da área urbana de Lima tem menos que 40 anos e nesse mesmo período a população imigrante (e seus filhos) passaram a representar mais de 80% dos habitantes (influenciador óbvio na quadruplicação da população total, no mesmo período).
Mais do que o caos urbano exemplificado pela repetição da construção desorganizada de pequenos blocos habitacionais que seriam a princípio temporários, Lima é caracterizada por uma mescla de pessoas e culturas vivendo juntas e, por sua vez, formando uma outra cultura.
Alguns dirão que é a Cultura Chicha. Outros dirão que é como qualquer cidade latino-americana alvo de colonização, com seus bairros típicos. Eu direi que é a construção de um povo único.
pic by anaisanais





