27.2.09

Oi! Eu sou um Furry - q


Se existe algo que eu gostaria de hypar atualmente são os furries. Aos poucos eles já vão se incorporando à cultura pop - eles já apareceram nas séries Entourage, CSI e foram pauta da classuda revista Vanity Fair. Até a Coca-Cola, em seu comercial Avatar, deu espaço para várias dessas manifestações comportamentais:




Mas WTF é um Furry? Podemos defini-los como um grupo de pessoas fãs de Furry Art e colecionadores de artigos ou publicações Furries. Ou, mais especificamente, segundo o site Abando:

"(Furries) são pessoas que participam de uma subcultura focada na natureza e amantes de personagens imaginários dos autores de desenhos animados onde seres das mais variadas raças, mitológicas ou não tomam vida e agem em uma sociedade paralela à humana.

Existem vários tipos de Furries, tal como aqueles que cultuam valores que remetem ao druidismo e reverência ao espírito da natureza, cartoon furries que são os genuínos amantes de desenhos animados até aos antropomorfos e theriantropos cuja sociedade é semelhante à sociedade humana nos vários períodos da história, lembrando muitas vezes, a era vitoriana: só com a diferença de que os avatares (ou fursonas) são humanos com características animais, tais como patas, caudas, cabeça (semelhante aos seres mitológicos de todas as sociedades como o anubis na cultura egípcia, a sereia, capelobo ou ipupiara)."

Existem alguns muitos subgrupos, e cada um mais peculiar que o outro. Nos EUA convenções atraem cerca de 3 mil entusiastas, além de inúmeros sites, foruns e comunidades dedicadas.

No Brasil ainda não se tem notícia de convenções, mas o tema é conversado em diversos foruns, assim como em uma comunidade exclusiva para o assunto: Furry Brasil.

O mais legal disso é a capacidade que algumas pessoas tem de inventar outras realidades, em universos paralelos à vida real. Isso não apenas é possível, mas intuo que até certo ponto, seja saudável: não há nada pior que viver entricheirado em suas fantasias, sem espaço para expressa-las. Furries são o oposto disso.

Hype Já!

Toys chapados. Literalmente.

Quando algumas pessoas chapam sozinhas, elas se divertem com seus brinquedos. Daí elas percebem que não tem muita graça a loucura solitária, então convidam seus brinquedos para participar.





Mais exemplos no site da Coed Magazine.

Solidão compartilhada

Comparando à época de seu lançamento, ver o conceito de LIFE CACHING (criado pela trendwatching) materializado hoje em dia é... estranho. Os caras criaram uma definição brilhante da possibilidade que o compartilhamento de realidades individuais traria para as marcas e consumidores. Mas, ao vermos isso acontecer, pode incomodar pela narrativa um tanto solitária.

Graças ao Arthur Soares, que postou um twitt sobre uma comunidade no Flickr chamada My Day, Yesterday, conheci a aplicação prática de salvar a vida digitalmente. O resultado é esse:





Mais que realidades que se mostram, o que vemos é uma solidão comum a todos desesperadamente compartilhada. Achei deprê.

Entre o Céu e a Terra, a Vã Filosofia das Marcas





Projeto do fotógrafo Matt Sieber. Com um truque simples de photoshop, ele retirou as bases que sustentam os letreiros e placas em cidades do meio-oeste americano, e deu uma nova interpretação aos logotipos de marcas famosas. Soltas e flutuantes acima de nossas cabeças, essas marcas adquirem um status de iconografia religiosa e sobrenatural.

22.2.09

Paredes Paulistanas e o Fim da História do Brás


Acontece um fenômeno muito interessante em bairros mais antigos, próximos ao centro de Sampa. Em especial, no Brás. A antiga arquitetura working class das décadas de 30 e 40 é, aos poucos, substituída por medonhos prédios altos e estreitos. Todos são revestidos por horrorosas pastilhas de cerâmica que, além da homogeneidade, dá a impressão de estarmos em frente a banheiros.

Brás era um bairro com história. Hoje, reduzido a um labirinto desalmado sem arborização nenhuma, é apenas uma torre de babel puramente comercial, cujos habitantes, sem a menor sensibilidade estética, destroem as ruas do bairro, transformando-o quase em um banheiro a céu aberto.

Encontrei esse grafite ontem, numa das ruas da minha infância. Foi a primeira vez em anos que me senti bem por visitar meu antigo bairro. Apesar do humor e da beleza das duas obras, senti com tristeza que gato e o coelho me remetiam a uma Alice que entrou no buraco errado.

Queria que a prefeitura fizesse alguma coisa pelo valor histórico do Brás - e São Paulo, como um todo. E, principalmente, impedir que pessoas sem menor noção estética, de arquitetura e urbanismo, parem de transformar São Paulo em um lugar tão inabitável.

18.2.09

Ele é meu pastor e nada me faltará

Deus escreve certo por linhas (de código) tortas.

Não duvide dos algoritmos da natureza, a harmonia busca um verso único pra todas as coisas.  Por isso, universo.

Photobucket

-
Jesus multiplicou os peixes. Depois do milagre, certamente eles foram recolhidos por alguém que, querendo matar a fome, jogou uma rede ao mar.

Os peixes terminaram, mas a rede se expandiu e hoje permite a multiplicação da sabedoria. E Thiago Frias é um nó dela:

Photobucket

13.2.09

You have 6 and the white guy has 5. He wins.

Quem inspira, quais são as histórias e como os negros famosos se veem na América, volume II. Os comentários nos vídeos são bem interessantes.

"He's making the point that, too often, black people have to not only work as hard or be as good as white people - they have to work twice as hard and be twice as good. In other words, that dentist had to really work hard to achieve that kind of success."

"It feels kinda racist, but who cares now! OBAMA is president! It's not about color anymore. The American people did not vote for Obama because of his skin color but because of his competency."




"What's up with his mouth? Did he just go to the dentist or have a collagen injection? Sounds like he's storing something in his left cheek, Like a hamster."


-
The Black List Project was conceived of by photographer/filmmaker Timothy Greenfield-Sanders with Elvis Mitchell, public radio host and former New York Times film critic. It consists of a number of components including a film, a book, a traveling portrait exhibition and an educational initiative.

11.2.09

Autenticidade por minuto

Assim como as imagens que simulam fragmentos de autenticidade momentânea, sejam elas congelamentos de fenômenos ou montagens de pixels, para o pensamento de final de tarde deixo um fragmento do fotógrafo Alison Jackson sobre o virtual e o atual (e por que não o real, como diz Deleuze).


Photobucket

Abre aspas:

Thus we are continually being seduced away from the “truth” into a world which has no “real” grounds of integrity and authenticity.
At best, a photograph of a celebrity reproduces something authentic only at the very moment the shutter clicks.
We have been teased and seduced into giving tiny fragments of “reality” an absolute authenticity. Images are by nature titillating and “of fantasy,” aiding this process.

The photograph has become more real than the real.

Creating a clone or a copy of the “real” on paper. It is not a fake, it takes the place of the “real” for a moment, whilst looking at the image. The aim is to create likenesses of icons, where in the image, the simulations of icons, threatens the difference between “true” and “false,” between “real” and “imaginary”. The “real” subject becomes not necessary.

Photobucket

The photographs reflect what really exists in the public imagination. They highlight the difference between what we see and what we imagine. This is bound up in our inherent greedy voyeurism and our need to believe.

Confissões pessoais em lugares públicos




Minha colaboração (Amaral):

Sobre controle, expectativas e educação


Aaron Rose - Curador do projeto Make Something (Nike).

How do you think the students in your Make a Zine workshop took to the whole idea? And do you think any of them were interested enough to continue making zines years from now?


I don’t know really. I know they enjoyed the class, whether or not any of the students took any of it home with them is kind of out of my control. The ideas between these classes aren’t really about “making a zine” though. It’s about teaching a way of thinking based on a DIY ethos. The idea that you can do anything…by yourself, you just have to go ahead and say fuck it and do it.

10.2.09

Umas chapas que eu fiz por aí

Prometo que, em breve, escrevo algo. Por enquanto, mando apenas o link das fotos de uma reportagem que estou produzindo para uma revista. Não vou dizer o nome da publicação. Pelo menos por enquanto. Um dia desses coloco o texto. O assunto é arte de rua.


Graffitis, Sticker & mais


OBS: infelizmente o Picasa ainda não oferece a exibição de slides como o Flickr. Clica e vai, meu filho.

9.2.09

Autópsia urbana

A yellow arrow indica que alguém demarcou o local ou objeto, mandou um SMS para gerar um código único e relacionar um conteúdo.

Photobucket

Daí eu estou andando pela rua, reconheço a seta, mando um SMS com o tal código único e recebo o poema, a música, o game, foto ou texto (...) que alguém relacionou ao indicado.

É como fazer a cidade virar aqueles livros que quando a gente abre, um cenário é montado. E as setinhas servem para articulá-lo.

Ou as autópsias literárias de Brian Dettmer.

Photobucket

Pra quê tudo isso?
Just to 'make your lives extraordinary, boys'.

Folha de S. Paulo FAIL!

Daí a versão online da Folha de S. Paulo oferece coisas como Câncer, DNA e Malufismo a partir de R$ 4,90. FAIL!

7.2.09

Publicidade Psicodélica

Não apenas a indústria cultural apropriou-se da exuberância de cores, formas e composições que a liberdade e as possibilidades da arte psicodélica ofereciam. A publicidade também o fez, principalmente a partir da segunda metade da década de 1960.

O maior problema, porém, são os excessos cometidos em nome dessa linguagem. Quem não se jogou nas experiências, digamos, ilícitas que diversas substâncias ofereciam na época, com certeza ficava louco por tabela quando era impactado por algumas campanhas e produtos.

Anúncio de absorvente feminino interno, década de 1960


Anúncio para estranhos adesivos e posteres "mind-blowers", década de 1960


Campanha Max Factor, década de 1960


Anúncio para cigarros Winston, final década de 1960


Caixa de biscoitos, década de 1970



Anúncio de Gin , década de 1970


Brinde para o produto Ritalin, famoso amansa leão para gente com DDA, década de 1970


Campanha Wella na década de 1970, espelhando e legitimando os homens a adotarem ao look mais emblemático da época: bigodón e cabelo comprido


Campanha Kodak, década de 1970


Anúncio comida congelada, década de 1970


Anúncio Hot Wheels, década de 1970:


Campanha clássica para os xampus Clairol Herbal, década de 1970


Anúncio de brinquedo infantil, década de 1970


Anúncio holandês, década de 1970, que já utilizava o smiley


Anúncios dos fã-clubes oficiais do Davy Jones e David Cassidy, respectivamente décadas de 1960 e 1970


Infelizmente não encontrei exemplos da psicodelia publicitária brasileira, mas um panorama cultural do movimento no Brasil pode ser encontrado nesse blog incrível: Psicodelia Brasileira.

4.2.09

Paz

Os paraenses Joelma e Chimbinha, da Banda Calypso, concorrem ao Prêmio Nobel da Paz. A indicação foi oficializada na segunda-feira, em Belém (PA), pela organização não-governamental Comitê da Paz.



Os macacos discutem Nietzsche e dançam Calypso sem dar qualquer consideração ao fato de que Nietzsche, Joelma e Chimbinha também são macacos.

A Lua me traiu.

3.2.09

Hail Hitler, Hey Obama?

Momento de instabilidade + crianças fazendo a campanha.
Tem gente que diz que a História já viu isso.





"all barack obama needs is a mustache."




"The following video is approx 4 minutes. In the first 3:30 it shows kids being propagandized by Barack Hussein Obamas supporters. The last 30 seconds shows the 'hitler youth' being propagandized the same exact way."

Carts of Darkness

Documentário canadense sobre um grupo de pessoas homeless que criaram uma subcultura dentro de sua realidade: corrida com carrinhos de supermercado por entre ladeiras ao norte da cidade de Vancouver.

Sem ufanismos, o documentário é um inspirador exemplo do quanto ninguém precisa ser refém de suas circunstâncias.



Dica Peèle.

Transitando

Se a realidade está lá, essa é só mais um maneira de tentar acessá-la.

Photobucket

O entendimento dos cenários e das pessoas são só recortes. Os sentidos captam o entorno, mas estamos tão pré-determinados a realizar ou a chegar em um ponto fixo, que deixamos de perceber - etimologicamente, apreender pelos sentidos.

De qualquer maneira, qualquer recorte já é uma mediação. Quando registrado, a estética já nos permite reconhecer algumas pistas que poderão nos apresentar quem ou quê fez tal seleção, seja pelo enquadramento, pelo ângulo por qual se olha, pela altura, pela velocidade. Ou pelo visor do capacete.

Mirtão, Bahiano, Beiço e Viralata equipam-se com seus capacetes e celulares, que gravam vídeo e tiram foto, para alimentar um projeto experimental audiovisual com Motoboys. Entre uma entrega e outra, registram suas rotinas através desses materiais e de palavras-chave.

São 12 motoboys que aceitaram participar de “uma experiência colaborativa que fomenta a auto-representação de coletivos e comunidades que sofrem com os estereótipos projetados pelos meios de comunicação preponderantes”. A vida, logo, é loka.

Para uma piscina, a legenda faz a metáfora:

"também como diversão e também como refrescante, assim é o planeta".


Para peças espalhadas no chão de uma oficina mecânica,

"o resultado são peças quebradas e sem falar nas raladas da vida".


Photobucket

Diferente da História dos livros de história, nesse caso não são só os vencedores ou protagonistas que podem redigi-la e passar adiante.

Photobucket

Para entender e navegar no site, é preciso atalhar. Para entendê-lo, é preciso costurar por entre as páginas (porque é impossível encontrar um fluxo certo).

-

Seguindo no clima, Moto Festival acontece no final do mês e estão abertas as inscrições do concurso Musa Motoboy e Top Model Motoboy 2009.

Calvin Klein (de novo) censurado


CK sempre foi marcado por polêmica. Desde Brooke Shields e o "não há nada entre mim e minha calça CK", a marca pontualmente tenta chacoalhar as estruturas morais da America com campanhas altamente sexualizadas.

A última "proibição" foram comerciais de 15" e 30", que aparentemente só serão veiculados no site. Na TV os nossos queridos ianques assistirão a versões light do atentado da tia mais famosa da moda americana, Calvin Klein.

A versão integral e sem censura, que pretende ser erótica, mas é apenas um softcore lento e desanimado, pode ser encontrada no site da Calvin Klein Jeans.