Hi from Multitouch Barcelona on Vimeo.
25.5.09
14.5.09
Woolies
O fetiche deles é a lã e, nos fóruns onde discorrem sobre as suas vontades, trocam algumas promessas, como "quero ver você vestido com aquele suéter...", entre outras fissuras do gênero.Update (Keid)
Intuo que os woolies sejam uma variante dos furries. Em tempos de superhumanidade, desejar o que há na superfície - lã, pelos ou pelúcia - é uma consequência natural. Sem julgamentos: cada um ama o que e como pode.
13.5.09
12.5.09
The Lost Tribes of New York City
Brilhante observação de como objetos podem ajudar a definir a urbe.
Dica do Thiago Frias.
The Lost Tribes of New York City from Carolyn London on Vimeo.
Dica do Thiago Frias.
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2.5.09
Esse post começou a ser redigido no aeroporto de Guarulhos, exatamente à 01h11min do dia 1 de maio. Um dia, quem sabe, histórico para o país. Afinal, ninguém tem coragem de apostar as suas fichas no impossível desembarque de um passageiro com um monte de vírus H1N1 nas suas mucosas bucal e nasal. Até então, depois de quase uma hora no aeroporto, vi apenas uma passageira e três funcionários do aeroporto utilizando máscaras. Por conseqüência, recebi também um telefonema da minha digníssima explicando que assistiu o Jornal da Globo e achou conveniente sugerir que eu usasse uma máscara. A mídia está cumprindo o seu papel com êxito. Se a intensão é instaurar o caos, está no caminho certo. Pelo menos assim, por enquanto, os piratas somalis ficam distantes da mídia. Mas apenas da brasileira.
Quando chego no aeroporto, a primeira coisa que faço é ir até a banca de revistas. Hoje, tive a sorte de me deparar com o último exemplar da Monocle (May/09) que existia na prateleira. Um dos destaques da revista são os esquecidos somalis. Os caras que assustaram todo o mundo. Não por brutalidade, mas pelo primitivismo da prática. Por óbvio: um mundo acostumado com megaoperações motivadas pela pedofilia online em que ações integradas enchem de orgulho qualquer secretário de segurança e delegado, jamais contaria com a necessidade de voltar as forças dos seus exércitos e polícias para enfrentar os destemidos terroristas africanos armados de barcos espelunquentos e fuzis enferrujados. E por conta disso, a Monocle construiu a sua reportagem em cima do aparato montado pela UE para conter os ataques. Quer dizer: mostrou o lado impotente.
Liberar as embarcações não sai abaixo de milhões. Como bem sabemos (nós, da CUBOCC), um navio parado representa alguns milhares de dólares perdidos por hora e surte um efeito no mercado de distribuição global como o de um parafuso solto na engrenagem de uma esteira de produção de qualquer megaindústria.
Então que depois de processar essas duas informações e resgatar fatos do dia que pudessem construir algum raciocínio a partir do que passou pela cabeça desde que cheguei no aeroporto, lembrei de uma reportagem do G1, onde o acadêmico norte-americano Jerome Corsi explica as entrelinhas do seu livro Obama Nation e justifica a sua tese: nas mãos do Barack, o EUA caminha para o socialismo. Misturando as três coisas, cheguei a conclusão de que não vivemos o caos e muito menos uma crise financeira ou sanitária. São todas, obviamente, noções de descontrole que criamos para especular a possibilidade de que, antes, estávamos no controle. Bullshit.
Então que depois de processar essas duas informações e resgatar fatos do dia que pudessem construir algum raciocínio a partir do que passou pela cabeça desde que cheguei no aeroporto, lembrei de uma reportagem do G1, onde o acadêmico norte-americano Jerome Corsi explica as entrelinhas do seu livro Obama Nation e justifica a sua tese: nas mãos do Barack, o EUA caminha para o socialismo. Misturando as três coisas, cheguei a conclusão de que não vivemos o caos e muito menos uma crise financeira ou sanitária. São todas, obviamente, noções de descontrole que criamos para especular a possibilidade de que, antes, estávamos no controle. Bullshit.
Nunca a precariedade logística, sanitária, econômica e ideológica do mundo estiveram tão evidentes quanto agora. O espanto de Jerome diante da postura de Obama, que é a de estatizar a economia, representa melhor esse cenário. Pois, nem o campo teórico, que sempre deu conta dos confrontos ideológicos e da complexidade social do mundo amparado por Barthes, Bordieu e Mafesoli, consegue fugir dos estereótipos do século passado para pensar no novo.
Não podemos nem contar como novo. Mas apenas um reload em algumas coisas desgatadas. E socialismo... Não, creio que não.
Não podemos nem contar como novo. Mas apenas um reload em algumas coisas desgatadas. E socialismo... Não, creio que não.
E como a gripe suína é só um vírus e não é de ninguém, resta ter medo mesmo e instituir o estado de terror. Que não tem nada a ver com o de direito, mas que se serve dele como base para a construção do terror. Nesses casos de "inimigo invisível", lembro bastante das histórias inventadas sobre a invasão dos et's em algum planeta com formato e com pessoas parecidas com a terra que já se viu muito no cinema (desculpe, mas eu não vi). Eles são silenciosos e assustadores. Mas no final todo mundo descobre que, na real, eles só são verdes e, eureka, ignorantes somos nós de acreditar que eles tem a mesma vontade de dominar tudo (dominar no sentido de conquistar e de controlar coisas e seres).
Encerro o texto aqui reivindicando o meu direito de ser aleatório.
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